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ABUSO SEXUAL

Exame de DNA confirma identidade de servidor de prefeitura da região em caso de estupro de menina de 12 anos

Homem de 37 anos, preso desde o dia 18 de novembro, foi indiciado nesta quarta-feira (17)

Nadine Funck
Publicado em: 17/12/2025 às 19h:36 Última atualização: 17/12/2025 às 19h:36
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Foi indiciado nesta quarta-feira (17) o servidor de Capela de Santana suspeito de estuprar uma menina de 12 anos no Vale do Taquari. O homem de 37 anos está preso preventivamente desde o dia 18 de novembro, quando foi encontrado em casa, onde a Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão.

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Eletrônicos apreendidos | abc+



Eletrônicos apreendidos

Foto: Polícia Civil

O indivíduo, que é casado e possui filhos, teria criado um perfil fictício em uma rede social de relacionamento onde começou a se comunicar com a vítima. À medida que o contato se intensificava, a conversa migrou para o Instagram, sendo a menina a única seguidora do perfil falso.

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Além de incentivar a adolescente a cometer atos libidinosos, o que configura estupro virtual, teria consumado o crime em dois encontros presenciais no fim de outubro. Segundo o delegado Marcelo Hartz, de Arroio do Meio, a perícia em uma camisinha encontrada em uma casa abandonada no Vale do Taquari, onde o abuso aconteceu, confirmou a identidade do suspeito.

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Os eletrônicos e outros materiais apreendidos ainda estavam sendo analisados pela perícia nesta quarta. Por isso, ainda não se sabe se há outras vítimas.

A prefeitura e a cidade onde ele foi preso não foram revelados pelas autoridades. Contudo, a reportagem apurou que se trata de um servidor em cargo comissionado da prefeitura de Capela de Santana. O espaço está aberto para manifestação.

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Descoberta

O caso foi descoberto pela mãe da vítima, que, ao se deparar com as conversas entre a filha e o abusador, procurou a Polícia no dia 7 de novembro.

A menina usava o tablet de outro parente para se comunicar com o servidor, que viajou do Vale do Caí ao Taquari para cometer os crimes. O exame que a adolescente foi submetida deu resultado positivo para violência sexual.

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Monitoramento e abordagem

Após a Polícia tomar conhecimento do caso, iniciou-se o monitoramento da situação e o pedido de quebra de sigilo para identificar o abusador. Um terceiro encontro entre vítima e suspeito foi marcado para o dia 10 de novembro, quando as autoridades esclareceram quem era o homem e o veículo usado para transportar a adolescente até o local do crime.

Ao ser abordado, ele tentou argumentar que fazia uma corrida por aplicativo, mas não conseguiu passar informações concisas sobre o trajeto. O motivo para a aproximação da Polícia não foi revelada.

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No dia seguinte, o servidor usou o computador da prefeitura onde trabalha para pesquisar se uma pessoa réu primária poderia ser presa antes de uma condenação. Para Hartz, a atitude do suspeito foi “prevendo o que ia acontecer”.

A prisão ocorreu uma semana após a pesquisa, quando foram recolhidos aparelhos eletrônicos do suspeito, com objetivo de confirmar o abuso e identificar “eventuais outras vítimas”, além de armazenamento de pornografia infantil.

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“Potencial muito grande para atingir outras vítimas”

Segundo o Hartz, o suspeito é perigoso e representa ameaça. “A prisão preventiva ocorreu justamente porque estamos lidando com alguém com potencial muito grande para atingir outras vítimas”, afirma.

Após a prisão, o servidor foi levado para prestar esclarecimentos às autoridades, mas decidiu pelo silêncio. Segundo o delegado, ele tinha pleno conhecimento da idade da adolescente.

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Como o homem tem filhos, com idades que não foram reveladas, a Polícia também vai apurar possível abuso familiar. Se houver indícios, a investigação será conduzida pela delegacia local.

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