O adolescente de 16 anos que confessou à Polícia Civil ter matado e enterrado o próprio pai em Santana do Livramento, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, também assumiu que contou com a ajuda de dois amigos, de 20 e 21 anos, para ocultar o corpo.
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Foto: Polícia Civil
Como pagamento pelo trabalho, o autor do crime deu uma tatuagem para um dos ajudantes e dois pneus para o outro.
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Conforme a Polícia Civil, o crime aconteceu no dia 5 de setembro, mas só foi descoberto nesta segunda-feira (29) após uma denúncia anônima. O suspeito foi apreendido e os comparsas foram presos.
O delegado Adriano de Jesus Linhares Rodrigues, titular da Delegacia de Polícia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Santana do Livramento, relatou, na noite desta terça-feira (30), que o adolescente já prestou depoimento.
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Rodrigues destacou que, na cidade, o jovem não tinha outro familiar além do pai. Quando o homem sumiu, contudo, vizinhos deram por falta dele. Ao ser questionado sobre o sumiço, o adolescente teria inventado diversas histórias.
“Sempre justificava. A uns dizia que ele estava preso no Uruguai, outros que estava doente, até que estava viajando”, contou o delegado.
Motivação do crime
A Polícia acredita que o crime possa ter sido motivado pelo desejo do filho de ficar com a borracharia do pai, já que, depois do assassinato, o jovem assumiu o empreendimento.
O homem de 56 anos teria sido morto com um tiro de espingarda na cabeça, dado pelas costas. O delegado afirma que o crime foi planejado e que a arma usada teria sido comprada especificamente para o assassinato.
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Após ser apreendido, ele levou a Polícia até o local onde o corpo havia sido enterrado, na localidade de Rincão da Bolsa.
Em respeito ao que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o nome do adolescente apreendido não será divulgado.
*Colaboraram: Kassiane Michel e Nadine Funck.