A advogada que foi presa nesta quinta-feira (10), durante operação policial, era peça fundamental em um esquema de uma facção do Rio Grande do Sul. A investigação concluiu que ela era responsável por abastecer detentos, durante as visitas às prisões, com drogas e celulares.

Foto: Polícia Civil
A Operação Latam prendeu, ao todo, 12 pessoas. Foram cumpridas 31 ordens judiciais nas cidades de Porto Alegre, Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Estância Velha. Mais de 80 policiais estiveram envolvidos na ação que visou combater o tráfico de drogas e o comércio ilegal de armas, assim como crimes de agiotagem.
Segundo a Polícia, o grupo também era responsável por praticar crimes de extorsão, conhecido como “golpe dos nudes”, utilizando dados pessoais de servidor público.
Segunda prisão em 38 dias
A investigação teve início ainda em 2024, quando uma outra mulher foi presa na Operação Moratorium por ser responsável por comercializar armas de fogo. Com funções definidas dentro da organização criminosa, também foi descoberto o envolvimento de uma pessoa do Sistema Penitenciário no esquema de agiotagem.
A advogada, por sua vez, usava as suas visitas nas casas prisionais para levar aos apenados aparelhos celulares e drogas. Há menos de 40 dias, no dia 2 de junho, na condição de advogada e com a justificativa de prestar assistência jurídica, foi detida em flagrante no parlatório da Penitenciária de Montenegro ao tentar passar a um detendo 1 kg de cocaína.
Em 2021, ela já havia sido presa levando celulares a detentos na Penitenciária de Charqueadas.
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