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Advogados de ex-CC da Prefeitura de Novo Hamburgo preso por suspeita de ter relação com o crime organizado se manifestam; confira

Gabriel Lacorte Leiria e Cristina Andreia Serpa emitiram nota à imprensa nesta quarta-feira

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 19/03/2025 às 16h:47 Última atualização: 19/03/2025 às 16h:48
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A defesa de Gilvânio José Abreu da Silva, o Pantio, 36 anos, líder comunitário e ex-CC da Prefeitura de Novo Hamburgo, se manifestou publicamente pela primeira vez nesta quarta-feira (19), cinco dias após sua prisão preventiva durante uma operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo.

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Operação policial mirou chefes de facções | abc+



Operação policial mirou chefes de facções

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Os advogados Gabriel Lacorte Leiria e Cristina Andreia Serpa justificam a manifestação tardia alegando que só tiveram acesso aos autos da investigação na terça (18). Eles destacam, ainda, que Pantio não estava foragido e que, no momento da prisão, não foram encontradas drogas ou armas em sua posse.

A defesa refuta qualquer vínculo do cliente com o tráfico de drogas ou com organizações criminosas e afirma que as alegações da Polícia Civil durante a operação são infundadas. “Esclarecemos que, durante o cumprimento do mandado, foram apreendidos apenas três aparelhos celulares, sem que quaisquer substâncias ilícitas ou armas tenham sido encontradas em sua posse”, diz a nota.

Pantio | abc+



Pantio

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial

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Os advogados reforçam, ainda, que estão trabalhando para provar a inocência do ex-CC, que também é suplente de vereador, e, com isso, buscar sua liberdade. “A defesa confia plenamente na inocência do Pantio e está trabalhando diligentemente para garantir sua liberdade”, conclui a manifestação.

Polícia Civil afirma ter vastas provas contra Pantio

Pantio foi preso preventivamente na última sexta-feira (14), durante uma operação que teve como alvo 13 lideranças de duas facções criminosas que atuam no Vale dos Sinos. A ação da Draco de São Leopoldo cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Novo Hamburgo, São Leopoldo, Portão, Viamão e Porto Alegre, além de seis presídios gaúchos, incluindo a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC).



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Na casa de Pantio, no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, não foram apreendidas armas ou drogas, apenas os três celulares citados pela defesa. No entanto, segundo a investigação, Pantio utilizava sua posição de liderança comunitária no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, para atuar como facilitador do tráfico de drogas. Ele exercia a função de “cofre” para uma dessas facções, armazenando cargas de entorpecentes e aproveitando sua reputação na comunidade para despistar possíveis suspeitas da polícia.

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Embora não tenha citado diretamente o nome de Pantio, o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, chefe da Draco de São Leopoldo, explicou a participação do ex-CC no esquema criminoso. “Durante nossa investigação, comprovamos o envolvimento de indivíduos com o tráfico de drogas. Especificamente, havia um indivíduo que exercia cargo público e que estava relacionado a outros presos nesta operação, tendo armazenado drogas para traficantes. Por isso, ele está preso preventivamente, por ordem do Poder Judiciário, assim como os demais que foram capturados nesta manhã”, afirmou o delegado na última sexta.

Conforme o delegado, há vastas provas contra Pantio, como anotações relacionadas ao tráfico de drogas, que foram apreendidas em outras operações realizadas pela Draco anteriormente, e também escutas telefônicas em que Pantio, supostamente, estaria negociando armas.

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Ao todo, 15 pessoas foram presas durante a operação, que reuniu mais de 150 policiais civis. Durante as buscas, a Polícia apreendeu um fuzil calibre 556, uma espingarda calibre 12 e farta munição para fuzis 556 e 762. Além do armamento pesado, a operação resultou na apreensão de uma carga de drogas, dinheiro e outros objetos relacionados ao tráfico.

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