Uma pista que surgiu em Canoas levou a Polícia Civil até um apartamento em Porto Alegre na manhã desta quinta-feira (11). Na residência, um homem foi preso em flagrante por armazenar arquivos com fotografias e vídeos de abusos sexuais contra crianças e adolescentes.

Foto: Reprodução
A ação foi executada por agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas em parceria com técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) em um apartamento no bairro Menino Deus.
Segundo o delegado Maurício Barison, que responde pela especializada, a investigação durou aproximadamente quatro meses e indicou que o homem de 45 anos baixava arquivos da internet e armazenava em dispositivos.
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O material ilícito era guardado em notebooks, HDs externos e celulares com a finalidade de dificultar a localização e garantir a visualização a qualquer momento do conteúdo.
Conforme o delegado, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os peritos do IGP procuraram e acharam um extenso número de arquivos contendo abusos sexuais armazenados nos computadores do suspeito.
“Os abusos sexuais vistos hoje são brutais, envolvendo práticas sexuais com bebês em intenso sofrimento e coprofilia sexual com crianças”, lamenta o delegado. “É inimaginável o sofrimento pelo qual essas vítimas passam.”
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Tortura
A ação desta quinta-feira faz parte da batizada Operação Darktrace (rastro sombrio, na tradução do inglês), ofensiva permanente mantida pela Polícia Civil na caça a pedófilos em potencial.
Ao mencionar as imagens captadas no computador do suspeito, o delegado Maurício Barison volta a ressaltar que elas fazem parte de um contexto maior que o apartamento na área central da capital.
“Esse tipo de conduta não pode ser tolerado, porque alimenta uma enorme rede mundial de pedofilia. Essas crianças foram sequestradas em alguma parte do mundo para serem torturadas diante de uma câmera”, reforça.