abc+

POLÍCIA

Bandido comanda esquema milionário de dentro da cela do Complexo Prisional de Canoas

Operação Ápia, lançada na manhã desta terça-feira (12), mirou e atingiu organização responsável por roubos de cargas no RS

Publicado em: 12/05/2026 às 17h:35 Última atualização: 12/05/2026 às 17h:36
Publicidade

Um grupo especializado em roubos de cargas e lavagem de dinheiro foi desarticulado na manhã desta terça-feira (12), quando a Polícia Civil lançou a batizada Operação Via Ápia.

Publicidade

Com ordens judiciais cumpridas em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Gravataí, Viamão e Alvorada, além de mandados cumpridos em Santa Catarina, a ofensiva levou à cadeia oito criminosos que faziam parte do grupo.

FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DO DIÁRIO DE CANOAS NO WHATSAPP

Operação nesta terça-feira (12) mirou alvos considerados prioritários para o esquema criminoso | abc+



Operação nesta terça-feira (12) mirou alvos considerados prioritários para o esquema criminoso

Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO

Conforme apuração, o principal alvo da ação comandava o negócio de dentro de uma cela do Complexo Prisional de Canoas.

O grupo é suspeito de faturar até R$ 1,6 milhão a partir de roubos de cargas, cometidos na capital e interior do Estado. Tudo graças a uma estrutura bem engendrada com cadeia de comando bem definida.

Publicidade

“A operação do esquema apoiava-se em uma complexa rede de pessoas, algumas conhecidas como laranjas, recrutadas majoritariamente entre familiares e pessoas próximas ao líder da organização, o que conferia maior proteção e fidelidade à estrutura criminosa”, explicou o delegado Joel Wagner.

A investigação começou em 2019, com um inquérito voltado à desarticulação de uma organização criminosa com atuação marcante no Rio Grande do Sul, especializada na prática de roubos majorados contra motoristas de entrega.

Conforme o inquérito, há registros de evolução patrimonial incompatível com as rendas dos suspeitos investigados. Em um dos casos, uma mulher teve salto no patrimônio de R$ 13,3 mil para R$ 210,8 mil.

Publicidade

Por conta dos valores movimentados pelos grupos, a apuração incluiu medidas como bloqueios de bens, quebra de sigilos bancários e fiscal dos envolvidos na organização.

Como já estava preso no Complexo de Canoas, a liderança criminosa acabou somente informada de novo mandado de prisão preventiva que será imputado devido à ação, informou a Polícia. 

Publicidade
Publicidade

Matérias Relacionadas