Preocupada com o crescimento da violência de quadrilhas que agem no norte do Brasil, a Brigada Militar organizou uma operação visando treinar o combate contra os criminosos.
Tal qual a série de sucesso do Prime da Amazon, o chamado Cangaço Novo trata-se de um movimento formado por bandidos que se valem de táticas de guerrilha urbana e extrema violência.

Foto: PAULO PIRES/GES
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A ação na manhã desta sexta-feira-feira (12) simulou um assalto com um grupo de homens armados na agência do Sicredi, no Centro de Nova Santa Rita, seguido por um cordão humano com reféns e a consequente caçada aos criminosos no interior da cidade.
Como resposta, a Brigada Militar colocou em prática o plano de ação, contando com o apoio do Bope para garantir a captura dos criminosos que se embrenharam em uma área de mato para escapar.
Comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Rio Grande do Sul, o major Gabriel Leivas Müller Hoff explica que o Rio Grande do Sul viveu um período de grande tensão até 2018 devido aos ataques a bancos.
“Desde aquela época, estamos trabalhando e nos especializando visando melhorar a resposta a este tipo de ocorrência”, explica. “A experiência adquirida naquela época auxiliou muito na prevenção aos crimes.”
À frente do Comando do Policiamento Metropolitano (CPM), o coronel Felipe Costa Santos Rocha observa que, além da importância do exercício, a divulgação mostra a preparação da Brigada para este tipo de ocorrência.
“O simulado garantiu o fechamento de 20 pontos de fuga mapeados em Nova Santa Rita em apenas alguns minutos”, afirmou. “É importante que todos saibam que estamos preparados para agir caso apareça uma situação crítica.”

Foto: Paulo Pires/GES
Cinematográfico
O simulado organizado em Nova Santa Rita teve perseguições de automóvel, disparos de fuzil, gritos e muita correria. Tudo encenado, é claro.
Todas as “vítimas” envolvidas são soldados da Brigada Militar, convidados a participar do treinamento da maneira mais realista possível.
Uma “vítima” chegou a ser baleada na perna de maneira cinematográfica, sendo socorrida pelos primeiros Policiais Militares a chegarem na ocorrência.
Subcomandante do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM), o major Luiz Fernando Farias explica que o treinamento só foi possível graças ao bom momento vivido pela segurança no RS.
“Hoje há tempo para que se planejem ações e se desloque o efetivo para garantir uma importante preparação como esta”, avalia. “Força Tática precisa estar preparada para o combate.”
Preocupação
Secretário de Segurança de Nova Santa Rita, Moacir Serpa Godoi elogiou a integração entre os órgãos durante o simulado e a atuação da Brigada Militar que vem sendo desenvolvida na cidade.
“Isso mostra a responsabilidade e preocupação da Brigada Militar em manter Nova Santa Rita segura”, frisa. “Nossa cidade não para de crescer. Precisamos continuar investindo em segurança.”
Na avaliação do secretário, a publicidade em cima deste tipo de ação ajuda a coibir criminosos que pensam em se aventurar em Santa Rita. Isso por conta das características interioranas que a cidade tem.
“Nova Santa Rita já teve tentativas de assalto a banco, então que bom a Brigada mostrar estar pronta para enfrentar criminosos, caso exista uma nova ação na cidade.”
Mobilização
Para a garantia da ação, a Avenida Santa Rita e a Estrada do Morretes acabaram bloqueadas desde o começo da manhã desta sexta-feira.
A mobilização com centenas de agentes na área atraiu curiosos até o meio da manhã para a frente do Sicredi. Desavisada, a dona de casa Lorena Machado parou para ver.
“Achei que algo muito grave estava acontecendo no banco”, disse a moradora de 56 anos. “Mas que bom saber que está todo mundo seguro e passando bem.”
Já o mecânico Alessandro Lopes, 27 anos, estava avisado da movimentação, mas disse não ter se impressionado com a atuação dos policiais.
“Quando avisaram, eu pensei que teria suporte aéreo, igual na TV”, comentou. “Porque se os caras fugirem mesmo para o mato, é muito difícil pegar sem helicóptero.”