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ESQUEMA DE RIFAS VIRTUAIS

Casal de influenciadores volta a ser preso em Canoas

Gladison Pieri e Pamela Pavão são investigados por esquema fraudulento de rifas nas redes sociais

Publicado em: 05/06/2025 às 00h:03 Última atualização: 05/06/2025 às 11h:05
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O casal de influenciadores envolvido em esquema de venda de rifa nas redes sociais voltou a ser preso na noite desta quarta-feira (4). De acordo com a delegada Luciane Betoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, o mandado de prisão preventiva contra Gladison Pieri e Pamela Pavão foi cumprido por volta das 19h30 na residência deles.

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Gladison Pieri e Pamela Pavão entraram na mira da polícia ao ostentar luxo  | abc+



Gladison Pieri e Pamela Pavão entraram na mira da polícia ao ostentar luxo

Foto: ARQUIVO PESSOAL

A dupla já havia sido presa em outras duas ocasições. A primeira no 6 de agosto de 2024, durante a operação Dubai, por suspeita de lavagem de dinheiro. Na ocasião, o casal foi liberado após prestar depoimento à Polícia Civil e em seguida se manifestaram nas redes sociais, afirmando inocência e que as ações eram “100% regularizadas”

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Contudo, poucos dias depois, em 9 de agosto, eles voltaram a ser presos. De acordo com a Polícia Civil, mesmo após a operação, eles fizeram novas rifas. Inclusive, ofertando veículo que havia sido apreendido naquela semana. Mas, pagaram fiança de aproximadamente R$ 100 mil e foram liberados outra vez. 

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A delegada não detalhou o motivo da terceira prisão de Pieri e Pamela, apenas disse que era o cumprimento de uma preventiva decretada pela Justiça. O casal é responsável por um esquema de rifas virtuais, que teria começado em 2023. 

Conforme a investigação, as rifas eram manipuladas para sorteios de milhares para milhões de apostas. Os sorteios eram montados com um número de participantes até a casa dos 100 mil, porém, os organizadores adicionavam um dígito à quantidade de alguns jogos. Com isso, muitos apostas não tinham ganhadores com cotas. 

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A Polícia também apurou que alguns prêmios eram entregues, mas para pessoas próximas ao casal, inclusive, mais de uma vez, como compensação, o que deixou clara a prática fraudulenta. 

Também foi apontado pela investigação que o valor pago pelas rifas eram depositados direto em contas pessoais do casal, o que é irregular e motivou a contratação de uma empresa de título de capitalização. 

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Por lei, os títulos precisam estar vinculados a uma entidade beneficente, o que não acontecia neste caso. A maioria das vítimas identificadas pela Polícia Civil fazem parte das classes “C” e “D”, que eram atraídas pelo “kit milionário” divulgado nas redes sociais por Pieri e Pamela. 

O espaço está aberto para manifestação da defesa de Pieri e Pamela. 

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