abc+

JUSTIÇA

CASO ANNA PILAR: Júri de mãe que matou a filha de 7 anos a facadas em Novo Hamburgo tem data definida

Crime aconteceu em 9 de agosto de 2024, em um apartamento do Edifício Galeria Central, no Centro da cidade

CASO ANNA PILAR: Júri de mãe que matou a filha de 7 anos a facadas em Novo Hamburgo tem data definida
Publicado em: 13/11/2025 às 18h:14 Última atualização: 13/11/2025 às 18h:29
Publicidade

Acusada de matar a própria filha, a menina Anna Pilar Cabrera, de 7 anos, Kauana Nascimento irá a júri ainda neste ano. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (13) pelo juiz Flávio Curvello Martins de Souza, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Novo Hamburgo. 

Publicidade

CLIQUE AQUI PARA FAZER PARTE DA COMUNIDADE DE NOVO HAMBURGO NO WHATSAPP

O crime aconteceu em 9 de agosto de 2024, em um apartamento do Edifício Galeria Central, no Centro de Novo Hamburgo.

Crime aconteceu em 9 de agosto de 2024, em um apartamento do Edifício Galeria Central, no Centro da cidade | abc+



Crime aconteceu em 9 de agosto de 2024, em um apartamento do Edifício Galeria Central, no Centro da cidade

Foto: Reprodução

O julgamento será realizado a partir das 9 horas do dia 16 de dezembro no Salão do Júri do Foro de Novo Hamburgo. A previsão é de um dia de duração.

Conforme a denúncia do Ministério Público, a ré teria desferido múltiplos golpes de faca contra a criança na casa em que residiam, enquanto ela repousava.

Publicidade

LEIA MAIS: Professora que agrediu aluno com pilha de livros em escola de Caxias do Sul é solta após decisão da Justiça

A mulher responde por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, crime contra menor de 14 anos e crime contra a filha.

A acusada permanece presa preventivamente.

Publicidade

Relembre o caso

Após ouvirem gritos no fim da tarde da sexta-feira do dia 9 de agosto, vizinhos se depararam com a menina já morta na escadaria do Edifício Galeria Central, que fica entre as ruas Joaquim Nabuco e Lima e Silva. A mãe estava no chão ensanguentado e parecia desesperada, conforme os relatos.

A suspeita chegou a dizer aos vizinhos que a menina teria caído das escadas. Porém, os socorristas constataram que a criança tinha perfurações profundas, principalmente no tórax e abdômen. A possível faca do crime foi apreendida sobre a cama do apartamento onde moravam.

Publicidade

CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER

Segundo a Polícia Civil, o depoimento de Kauana foi rápido. Ela insultou policiais e ao ser questionada sobre o fato, ficou em silêncio.

A mulher e o pai da criança já estavam separados, mas, vizinhos ressaltaram que ele visitava a filha com frequência. Técnico em informática, o argentino Andrès Cabrera, 42, foi avisado sobre o fato e chegou ao local inconsolável. O corpo de Anna foi sepultado no Dia dos Pais.

Publicidade

O Ministério Público ofereceu a denúncia contra Kauana no dia 4 de setembro. No mesmo dia, a Justiça aceitou a denúncia e ela se tornou ré. A denúncia foi aceita pelo juiz Flávio Curvello Martins de Souza, da Vara do Júri da Comarca de Novo Hamburgo.

VEJA TAMBÉM: Suspeito de roubo a residência é encontrado com carro da vítima no Vale do Sinos 

Publicidade

Presa em flagrante após ter sido encontrada com a menina já sem vida na escadaria do residencial no dia 9 de agosto, a mulher foi levada, sob custódia, ao Hospital Municipal. Ela foi transferida para o Hospital de Charqueadas, na Região Carbonífera, no dia 16 de agosto. A acusada estava sob custódia da Polícia Penal e recebeu alta no dia 1º, quando foi levada para a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba.

Quando encontrada com a filha nos braços, a mulher tinha uma lesão de faca, no meio do peito. A suspeita é que ela tenha se ferido após matar a filha. Apesar do ferimento, seu estado de saúde era estável desde o momento em que foi internada. Conforme a Fundação de Saúde de Novo Hamburgo (FSNH), a transferência de hospital ocorreu “por recomendação psiquiátrica”.

Publicidade

A Justiça chegou suspender o processo contra Kauana, que é ré pelo assassinato da filha. Segundo denúncia do Ministério Público do Estado (MPRS), a mãe matou amenina a facadas por acreditar que o ex-companheiro estaria em um novo relacionamento amoroso. Assim, se entendeu que o crime foi motivado por ciúmes.

Publicidade