Acusada de matar a própria filha, a menina Anna Pilar Cabrera, de 7 anos, Kauana Nascimento irá a júri ainda neste ano. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (13) pelo juiz Flávio Curvello Martins de Souza, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Novo Hamburgo.
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O crime aconteceu em 9 de agosto de 2024, em um apartamento do Edifício Galeria Central, no Centro de Novo Hamburgo.

Foto: Reprodução
O julgamento será realizado a partir das 9 horas do dia 16 de dezembro no Salão do Júri do Foro de Novo Hamburgo. A previsão é de um dia de duração.
Conforme a denúncia do Ministério Público, a ré teria desferido múltiplos golpes de faca contra a criança na casa em que residiam, enquanto ela repousava.
A mulher responde por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, crime contra menor de 14 anos e crime contra a filha.
A acusada permanece presa preventivamente.
Relembre o caso
Após ouvirem gritos no fim da tarde da sexta-feira do dia 9 de agosto, vizinhos se depararam com a menina já morta na escadaria do Edifício Galeria Central, que fica entre as ruas Joaquim Nabuco e Lima e Silva. A mãe estava no chão ensanguentado e parecia desesperada, conforme os relatos.
A suspeita chegou a dizer aos vizinhos que a menina teria caído das escadas. Porém, os socorristas constataram que a criança tinha perfurações profundas, principalmente no tórax e abdômen. A possível faca do crime foi apreendida sobre a cama do apartamento onde moravam.
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Segundo a Polícia Civil, o depoimento de Kauana foi rápido. Ela insultou policiais e ao ser questionada sobre o fato, ficou em silêncio.
A mulher e o pai da criança já estavam separados, mas, vizinhos ressaltaram que ele visitava a filha com frequência. Técnico em informática, o argentino Andrès Cabrera, 42, foi avisado sobre o fato e chegou ao local inconsolável. O corpo de Anna foi sepultado no Dia dos Pais.
O Ministério Público ofereceu a denúncia contra Kauana no dia 4 de setembro. No mesmo dia, a Justiça aceitou a denúncia e ela se tornou ré. A denúncia foi aceita pelo juiz Flávio Curvello Martins de Souza, da Vara do Júri da Comarca de Novo Hamburgo.
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Presa em flagrante após ter sido encontrada com a menina já sem vida na escadaria do residencial no dia 9 de agosto, a mulher foi levada, sob custódia, ao Hospital Municipal. Ela foi transferida para o Hospital de Charqueadas, na Região Carbonífera, no dia 16 de agosto. A acusada estava sob custódia da Polícia Penal e recebeu alta no dia 1º, quando foi levada para a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba.
Quando encontrada com a filha nos braços, a mulher tinha uma lesão de faca, no meio do peito. A suspeita é que ela tenha se ferido após matar a filha. Apesar do ferimento, seu estado de saúde era estável desde o momento em que foi internada. Conforme a Fundação de Saúde de Novo Hamburgo (FSNH), a transferência de hospital ocorreu “por recomendação psiquiátrica”.
A Justiça chegou suspender o processo contra Kauana, que é ré pelo assassinato da filha. Segundo denúncia do Ministério Público do Estado (MPRS), a mãe matou amenina a facadas por acreditar que o ex-companheiro estaria em um novo relacionamento amoroso. Assim, se entendeu que o crime foi motivado por ciúmes.