Horas depois do encerramento do júri que condenou Kauana Nascimento a 44 anos, cinco meses e dez dias de prisão por matar a própria filha, Anna Pilar Cabrera, de 7 anos, o pai da menina usou as redes sociais para se pronunciar sobre a sentença.

Foto: Reprodução/Instagram
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“Como é em cima é embaixo. Ontem aqui embaixo a justiça do homem foi feita depois de umas longas e difíceis mais de 12 horas”, disse Andrès Cabrera na manhã desta quarta-feira (17) em uma publicação nas redes sociais.
Ele agradeceu ao promotor de Justiça, ao juiz e ao júri. “Depois de se expor verdades incrivelmente dolorosas e injustificáveis, a condenação foi feita.”
No post, o pai também fez uma breve homenagem à filha. “Vou manter aqui sempre vivo o seu sorriso, suas lembranças, sua luz. Nunca será esquecida. Seu amor dentro dos corações que você tocou na sua breve passagem permanecerão vivos, se depender de mim, até o nosso reencontro. Agradeço a todos que seguraram e ainda seguram minha mão com sinceridade, vocês são minha força para um dia voltar a sorrir. Obrigado”, escreveu.
O júri
O júri reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe, de forma cruel, com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de ter sido contra uma menor de idade. Com a decisão, a ré deverá cumprir a pena imediatamente, em regime fechado.
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A defesa de Kauana sustentou a tese de que ela sofria um surto psicótico no momento do crime, argumento que buscava afastar a responsabilidade penal. No entanto, a tese não foi aceita.
Ao proferir a sentença, o juiz Flávio Curvello Martins de Souza fez referência a outros casos registrados no Rio Grande do Sul em que crianças foram vítimas de homicídios praticados pelos próprios genitores.
O crime
O crime aconteceu no dia 9 de agosto do ano passado em um apartamento no terceiro andar do Edifício Galeria Central, na Rua Joaquim Nabuco, no Centro.

Foto: Silvio Milani/GES-Especial
O assassinato de Anna Pilar Cabrera foi motivado por ciúmes. Segundo o Ministério Público do Estado (MPRS), Kauana matou a filha a facadas por acreditar que o ex-companheiro estava em um novo relacionamento amoroso.
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Foto: Reprodução
A ré, que tinha 31 anos à época dos fatos, estava presa preventivamente desde a data do crime.