A Justiça encerrou, após uma nova audiência no Foro de Guaíba nessa terça-feira (30), a fase de oitivas e interrogatórios do processo que investiga a morte da menina Kerollyn Souza Ferreira, de 9 anos. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), a etapa contou com o depoimento de 40 testemunhas e o interrogatório dos dois réus — a mãe e o pai da vítima.
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Foto: Reprodução
A mulher é acusada de homicídio doloso por omissão e por maus-tratos contra os outros quatro filhos. Já o homem responde por abandono material em relação à menina.
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O TJRS ressalta que, a partir de agora, as próximas etapas do processo incluem a análise do pedido de diligências, feito pelas partes, o encerramento da instrução processual e a apresentação de memoriais (alegações finais para resumir os argumentos e provas da acusação e da defesa).
Depois, será proferida a decisão de pronúncia, que determinará se os réus serão submetidos ao julgamento do Tribunal do Júri.
O caso segue tramitando sob segredo de justiça.
O caso
Kerollyn foi encontrada morta na manhã do dia 9 de agosto de 2024, dentro de um contêiner de lixo, próximo a uma escola em Guaíba.
A investigação policial apontou que a mãe da criança admitiu que, no dia da morte, havia administrado medicamento controlado (meio comprimido de clonazepam de 2 mg) para a filha. O remédio foi usado sem orientação médica.
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A acusação diz que a mulher afirmou que, na data, acordou e percebeu que a menina não estava em casa, mas voltou a dormir. Ela ainda teria mencionando que a porta da casa estava quebrada e não poderia ser trancada com chave.
A denúncia do Ministério Público foi aceita pela Justiça em setembro de 2024, tornando ambos réus no processo criminal.
Em dezembro, a 1ª Câmara Especial Criminal do TJRS, por unanimidade, deu provimento ao recurso do MP e decretou a prisão preventiva da mãe. Ela segue presa. O homem está solto.