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OPERAÇÃO

Caso de vigilante de Novo Hamburgo que foi suspeito de planejar ataque a show da Lady Gaga reforça alerta sobre crimes digitais

Preso durante a Operação Fake Monster, Luiz Fabiano da Silva foi solto neste sábado (10); defesa alega que criminosos usaram IP clonado

Publicado em: 10/05/2025 às 16h:50 Última atualização: 10/05/2025 às 16h:51
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O caso envolvendo o vigilante Luiz Fabiano da Silva, de 49 anos, morador de Novo Hamburgo, reacendeu o alerta sobre os riscos da exposição digital e o crescimento dos crimes cibernéticos. Silva foi preso preventivamente no início da semana no âmbito da Operação Fake Monster, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investiga um suposto plano de ataque a bomba durante o show da cantora Lady Gaga, realizado há uma semana, no dia 3 de maio, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

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Luís Fabiano da Silva foi solto neste sábado | abc+



Luís Fabiano da Silva foi solto neste sábado

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

A Justiça concedeu liberdade provisória ao vigilante na manhã deste sábado (10), após análise dos elementos apresentados pela defesa. Os advogados afirmam que Silva foi vítima de uma invasão digital, em que o endereço de IP do seu celular teria sido clonado e utilizado por criminosos sem seu conhecimento.

Defesa aponta clonagem de IP

De acordo com o advogado Michel França, ainda não é possível determinar se a violação ocorreu diretamente no dispositivo de Silva ou se foi no provedor de internet. “Não conseguimos concluir, com base no relatório do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), se houve uma invasão no celular do Luiz ou um ataque ao provedor. O que sabemos é que houve um ataque e que o IP dele foi usado por terceiros”, afirmou França.

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A principal hipótese da defesa é de que a vulnerabilidade tenha ocorrido por meio de aplicativos utilizados pelo filho do casal, de apenas 9 anos, como o Roblox e o Discord, acessados pelo menino no celular do pai.

Advogada alerta: “Cuidem o que seus filhos acessam”

A advogada Ester Venites, também integrante da defesa, afirma que um criminoso já identificado teria usado não apenas o IP de Silva, mas também o de outras pessoas como forma de “mascarar” sua real localização durante ações ilegais na internet.

“A lição que fica é para quem tem filho: cuidar do que acessam, do que estão jogando. Esse tipo de crime parece distante da nossa realidade, mas está cada vez mais perto. O Luiz foi extremamente prejudicado, passou dias com a vida virada do avesso, exposto a uma situação que poucos imaginam”, declarou.

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O que são o Roblox e o Discord?

O Roblox é uma plataforma online voltada à criação e compartilhamento de jogos e experiências digitais, bastante popular entre crianças e adolescentes. Já o Discord é uma rede social usada principalmente por comunidades gamers, com recursos de chat por texto, voz e vídeo.

Apesar de lícitos, ambos os aplicativos já foram alvo de alertas de especialistas em segurança digital devido à possibilidade de contato com desconhecidos e ao risco de exposição a conteúdos impróprios ou extremistas.

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A reportagem tenta contato com representantes do Roblox e do Discord para obter um posicionamento oficial. O espaço permanece aberto.

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