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INVESTIGAÇÃO

VÍDEO: "Foi o maior pesadelo do mundo", diz vigilante solto após prisão e suspeita de planejar atentado no show de Lady Gaga

Família comemora retorno de Luiz Fabiano após uma semana de prisão; investigação aponta possível golpe cibernético

Publicado em: 10/05/2025 às 13h:59 Última atualização: 10/05/2025 às 14h:27
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Depois de sete dias de incertezas e tensão, o vigilante Luiz Fabiano da Silva, de 49 anos, morador do bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, retornou para casa neste sábado (10), onde foi recebido com festa e emoção por familiares e amigos.

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Ele havia sido preso no último domingo (5), suspeito de envolvimento em um suposto plano de ataque com explosivos durante o show da cantora Lady Gaga, realizado no sábado anterior (3), na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Recebido com festa, vigilante reencontra esposa, filhos e o pai após dias de incerteza | abc+



Recebido com festa, vigilante reencontra esposa, filhos e o pai após dias de incerteza

Foto: Isaías Rheinheimer

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Reencontro emocionado

O alvará de soltura foi expedido na madrugada deste sábado, por volta da 1h43, pelo juiz Jaime Freitas da Silva, da 1ª Vara de Garantias de Porto Alegre. Às 10h40, Fabiano já estava em casa, onde reencontrou a esposa Franciele Silva, de 36 anos, os filhos e o pai, Florentino da Silva, de 82 anos. “Agora ele está aqui, graças a Deus a justiça foi feita”, desabafou a esposa. 

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Após ser libertado, vigilante se emociona ao rever o pai idoso: “O maior pesadelo da minha vida” | abc+



Após ser libertado, vigilante se emociona ao rever o pai idoso: “O maior pesadelo da minha vida”

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Durante a semana em que esteve detido, Fabiano dividiu cela com outros sete presos. “Tive a sorte de cair com pessoas que estavam com Deus no coração. Eles me levantaram. Se não fosse por eles, se o cara não tiver cabeça boa, faz besteira. Deus me colocou com sete pessoas que me mostraram fé em Jesus”, contou.

“Foi o maior pesadelo do mundo. Ainda não caiu a ficha, acho que ainda vai demorar. Só o tempo vai aliviar o que passei”, disse o vigilante, que trabalha na área de segurança há 27 anos e sonha em ser motorista de ambulância.

Assim que chegou em casa, ele afirmou que seus primeiros desejos eram simples: tomar um banho, comer a comida feita pela esposa e jogar bola com o filho.

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Apreensão de armas

A prisão de Fabiano ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionado ao plano de ataque no show no Rio de Janeiro. Ele foi detido em flagrante por porte ilegal de arma — três armas foram encontradas em sua casa.

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Apesar de inicialmente ter pago fiança, a Justiça decretou a prisão preventiva, alegando risco à ordem pública, dada a gravidade da acusação de envolvimento com um grupo extremista.

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No entanto, segundo o advogado Michel França, o inquérito da Polícia Civil do Rio de Janeiro não aponta Fabiano como líder ou mentor do ataque. Pelo contrário, há indícios de que ele tenha sido vítima de um golpe cibernético.

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“No Rio de Janeiro, ele não é apontado como líder nem como autor. Foi identificada outra pessoa utilizando o IP do Luiz e de outras pessoas. Estamos monitorando esse processo e colaborando com as autoridades de lá”, afirmou.

Já no Rio Grande do Sul, ele responde a um processo separado, relacionado ao porte de armas. A delegada responsável concluiu que a numeração das armas não estava raspada, e o inquérito foi encerrado e encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se há elementos suficientes para apresentar denúncia formal.

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A defesa também está reunindo provas contra a disseminação de fake news. “Inventaram que ele era líder de grupo extremista, que estava recrutando jovens para cometer atentados, que morou nos Estados Unidos e foi deportado. Tudo isso é mentira. Estamos identificando e responsabilizando os autores dessas inverdades”, completou França.

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