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NOVOS ELEMENTOS

"É mais uma vítima neste caso": Relatório revela inocência de vigilante de Novo Hamburgo no suposto plano de atentado em show da Lady Gaga

Inicialmente, Luis Fabiano da Silva, de 49 anos, havia sido apontado como líder do plano de ataque na praia de Copacabana

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 09/05/2025 às 16h:58
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Um relatório do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), traz novos elementos que reforçam a inocência do vigilante Luis Fabiano da Silva, de 49 anos, morador do bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo. Inicialmente, ele havia sido apontado como líder de um suposto plano de atentado a bomba durante o show da cantora Lady Gaga, realizado no último sábado (3) na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

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Michel França (C) cuida do caso de suspeito de planejar atentado no show da Lady Gaga na esfera criminal e os advogados Daiana Macedo e Rogério Pagel atuam na área civil | abc+



Michel França (C) cuida do caso de suspeito de planejar atentado no show da Lady Gaga na esfera criminal e os advogados Daiana Macedo e Rogério Pagel atuam na área civil

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Segundo o advogado Michel França, que assumiu a defesa do vigilante no meio desta semana, o inquérito da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) não apenas não aponta o hamburguense como mentor do ataque, como indica que ele pode ter sido vítima de um golpe cibernético.

“O inquérito mostra que ele não é apontado como líder, nem alvo direto da investigação. Na verdade, o Fabiano é uma vítima neste caso”, afirma.

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IP clonado por grupo extremista

O relatório do Ciberlab, ao qual a reportagem teve acesso, revelou que o IP de Luis Fabiano da Silva foi clonado por integrantes de um grupo extremista que planejava o ataque por meio de duas plataformas – uma é o jogo online Roblox e outra é a rede social Discord.

De acordo com Michel França, o autor do plano criminoso utilizou ao menos cinco IPs diferentes para tentar despistar os investigadores. Um deles era o morador de Novo Hamburgo.

“Já tivemos, enquanto defesa, acesso à investigação lá do Rio de Janeiro. Dentro dessa investigação, há um relatório do Ciberlab, do Ministério da Justiça. Eles conseguem verificar quem são as pessoas que estavam conversando dentro da plataforma de jogos, identificam os usernames, os e-mails cadastrados e, a partir disso, chegam aos IPs. E aqui entra o Luis Fabiano. Foi identificada uma das pessoas que se utilizou do IP dele”, explica o advogado.

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Segundo França, essa terceira pessoa clonou diversos IPs, todos de um mesmo provedor de internet, o mesmo servidor usado pelo hamburguense. “Isso reforça que ele também foi vítima. Tanto o relatório da polícia quanto o despacho que autorizou a busca e apreensão não o apontam como autor, líder ou mentor dessa tentativa de atentado”, reforça.

Silva está preso por posse de arma

Em meio à investigação do suposto atentado durante o show de Lady Gaga, um mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa de Luiz Fabiano da Silva, ocasião em que três armas foram apreendidas.

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Em razão de um cadastro equivocado da situação das armas no sistema da justiça, o poder judiciário converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, e por isso Silva está detido desde a última segunda-feira (5).

Entretanto, com base no relatório do Ministério da Justiça, que indica a inocência do vigilante no caso relacionado ao show de Lady Gaga e pelas novas informações que a defesa obteve relacionadas às armas, o advogado Michel França apresentou um pedido de liberdade à Justiça nesta quinta-feira (8). Esse pedido está sendo avaliado pelo Ministério Público, e depois disso será validado pelo poder judiciário.

A expectativa é que ainda nesta sexta-feira (9), mais tardar no final de semana, a Justiça conceda a liberdade provisória ao vigilante de Novo Hamburgo.

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