Os pais de Izabelly Carvalho Brezzolin, de 11 anos, viraram réus no processo que investiga a morte da menina. A decisão da Justiça foi proferida nesta quinta-feira (29).
LEIA MAIS: Morador morre após ser atropelado por ambulância de cidade do Vale do Caí
O caso aconteceu na cidade de São Gabriel, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A criança começou a passar mal quatro dias antes da morte, mas foi levada ao hospital da cidade apenas no dia anterior. Ela chegou a ser transferida à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), mas não resistiu.

Foto: Reprodução/Redes sociais
A dona de casa Elisa Carvalho de Oliveira, 36, mãe de Izabelly é acusada de homicídio culposo — praticado, em tese, quando a morte é causada por imprudência, negligência ou imperícia. Já o pai, o taxista José Lindomar Brezzolin, 55, além do homicídio culposo, vai responder por estupro de vulnerável e por ameaças à mãe de Izabelly no contexto de violência doméstica e familiar.
CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP
Diferente dos crimes de homicídio doloso, o culposo não é julgado pelo Tribunal do Júri.
Os réus, que moram em São Gabriel, onde tramita o processo, têm 10 dias, a partir da notificação, para apresentar resposta à acusação.
Casal chegou a ser preso
O casal foi preso no dia 7 de maio, dia em que a menina deu entrada na casa de saúde de São Gabriel. A mãe foi solta em 18 de maio, quando a Polícia Civil indiciou ambos por maus-tratos e estupro de vulnerável. A reportagem contatou a defensora de Elisa para posicionamento. O espaço segue aberto.
O homem segue detido e é representado pela Defensoria Pública Estadual. Em contato anterior, o órgão disse à reportagem que “irá se manifestar somente nos autos do processo”.
O caso
A denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP) e aceita pelo Tribunal de Justiça (TJ) afirma que os acusados foram negligentes ao não procurar atendimento médico para a filha antes. A menina começou a apresentar sintomas no dia 4 de maio, quando reclamou de dor de ouvido e de estômago. Nos dias seguintes, ela piorou significativamente, até ser levada ao hospital inconsciente, segundo o órgão, e com o quadro de saúde agravado.
Exames e laudo pericial citados na denúncia apontam que a morte foi provocada em razão de insuficiência respiratória, sepse (inflamação excessiva), coagulação intravascular disseminada decorrente de pneumonia necrotizante, além de otite.
Além disso, de acordo com a investigação, o pai praticou atos libidinosos contra a filha entre março de 2023 e maio de 2025. E, em três ocasiões, ameaçou a companheira. Em uma das vezes, usou uma faca em direção à Elisa, depois de ser repreendido por seu comportamento abusivo contra Izabelly.
*Colaborou: Nadine Funck.