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POLÍCIA

FALSO ADVOGADO: Chefe de esquema de fraudes usava cartilha para padronizar abordagem às vítimas

Quatro membros de grupo especializado em estelionatos e falsificação de documentos foram presos nesta terça-feira

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Publicado em: 15/07/2025 às 19h:42 Última atualização: 15/07/2025 às 19h:50
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Quatro pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (15) em uma operação da Polícia Civil que desarticulou um grupo criminoso especializado em estelionatos e falsificação de documentos para aplicação de um golpe conhecido como falso advogado.

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A ação foi feita em conjunto entre a corporação gaúcha e a paulista, já que os suspeitos moram em São Paulo, mas fizeram muitas vítimas no Rio Grande do Sul.

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Operação foi realizada em São Paulo | abc+



Operação foi realizada em São Paulo

Foto: Polícia Civil

Nessa segunda fase da Operação Falso Patrono também foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão no Estado de São Paulo. Documentos e celulares foram apreendidos e serão analisados.

Entre o material encontrado, estava uma cartilha que simulava um primeiro contato com a vítima. Segundo a Polícia, o texto era repassado pelo líder, que foi preso, aos outros membros do grupo para instruir sobre como fazer a abordagem.

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Criminosos seguiam cartilha para abordar vítimas | abc+



Criminosos seguiam cartilha para abordar vítimas

Foto: Reprodução

No texto, é feita uma apresentação, dito que o valor referente a um processo foi liberado, mas que é preciso o pagamento de uma taxa única para liberação. 

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A fraude

A Polícia explica que a fraude é feita a partir de um método que combina engenharia social e acesso a informações processuais que são, em maioria, públicas. Eles monitoram os sistemas dos tribunais para identificar processos judiciais, especialmente aqueles envolvendo pagamentos de precatórios, Requisições de Pequeno Valor (RPVs) ou indenizações. Então, coletam nomes das partes, CPFs, nomes dos advogados e números dos processos.

Após obterem esses dados, os criminosos entram em contato com as vítimas, geralmente por WhatsApp ou ligação telefônica, utilizando um número desconhecido. Eles se apresentam como advogado, assessor, secretário do escritório ou até mesmo um funcionário do tribunal. 

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Utilizando de uma abordagem altamente convincente, o golpista informa que um valor expressivo (o precatório ou a indenização) foi finalmente liberado. Para dar veracidade, enviam documentos falsificados com timbres do Poder Judiciário ou do escritório de advocacia. Em alguns casos, utilizam chamadas de vídeo, fotos, vídeos e áudios com linguagem jurídica para aumentar a credibilidade.

O ponto crucial do golpe é a condição imposta para a liberação do dinheiro: a vítima precisa pagar “custas processuais”, “impostos” ou “taxas cartorárias” de forma antecipada. O pagamento é solicitado via Pix para contas de laranjas. 

Investigação

O esquema começou a ser investigado em 2024, após ser observado uma enorme quantidade de registros de ocorrência feitos por advogados gaúchos, nos quais relatavam que dados profissionais estavam sendo utilizados indevidamente para contatos fraudulentos com clientes.

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Logo, 11 pessoas foram identificadas como sendo parte do grupo criminoso, cada um com uma participação bem identificada na fraude. Eles se dividiam entre funções de tecnologia, logística, financeiras, entre outras.

Um dos integrantes era um homem de 24 anos, natural de Guarulhos, responsável por abordar diretamente algumas das vítimas, criar meios logísticos para a prática do golpe e manter contato com pessoas de interesse do grupo, como advogados que fariam a defesa em caso de prisão.

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O suspeito chegou a utilizar contas de familiares para receber valores oriundos do golpe e já havia antecedentes criminais por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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