A Polícia Civil prendeu quatro moradores de São Leopoldo por envolvimento em furto qualificado e extorsão de caminhões guindaste, os chamados caminhões “munck”. A quadrilha foi presa a cerca de 120 quilômetros de casa, no município de Sentinela do Sul, durante a primeira fase da Operação Braço de Ferro, deflagrada na última sexta-feira (11).

Foto: Polícia Civil
A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos (DRV), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Segundo a delegada Jeiselaure de Souza, os investigados furtavam caminhões de alto valor e, em seguida, passavam a extorquir os donos, exigindo quantias elevadas para devolução.
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Em um dos casos mais recentes, um empresário de Getúlio Vargas, que fica a 330 quilômetros de São Leopoldo, próximo ao município de Erechim, recebeu ameaças para pagar R$ 120 mil, sob pena de ter o veículo desmanchado.
Kit para adulteração de veículos
Durante as diligências em Sentinela do Sul, os agentes da Polícia Civil conseguiram recuperar o caminhão furtado e prender em flagrante três adultos, de 22, 23 e 27 anos, além de apreender um adolescente de 17 anos, também de São Leopoldo.

Foto: Polícia Civil
Os moradores do Vale do Sinos foram presos com um kit para a adulteração de veículos. Com eles foram apreendidos diversos objetos, como placas falsas, ferramentas, tinta, material de pintura e uma chave micha. O celular utilizado para fazer as ameaças à vítima também foi localizado com os criminosos.
Quinto integrante da quadrilha foi preso em Gravataí
No decorrer das investigações, um quinto integrante do grupo foi preso nesta segunda-feira (14), em Gravataí. O criminoso de 58 anos também é natural de São Leopoldo e tinha envolvimento direto no esquema criminoso.

Foto: Polícia Civil
A delegada Jeiselaure destacou que a ação demonstra a articulação da quadrilha, que saía do Vale dos Sinos para agir em cidades do interior, utilizando estratégias para encobrir os crimes e intimidar as vítimas. As investigações seguem em andamento para apurar a participação de outros envolvidos e esclarecer possíveis novos crimes cometidos pelo grupo.