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EXTORSÃO

Com distintivo falso e algemas, falso fiscal do Ibama é preso por extorquir moradores do Vale do Sinos

Em um dos casos, homem chegou a cobrar R$ 15 mil para evitar multas

Suelen Schaumloeffel Olkoski
Publicado em: 12/03/2026 às 11h:08 Última atualização: 12/03/2026 às 11h:09
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Um homem que se passava por agente do Ibama para extorquir moradores de Campo Bom foi preso preventivamente pela Polícia Civil nesta quarta-feira (11).

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O investigado foi preso em Tramandaí | abc+



O investigado foi preso em Tramandaí

Foto: Polícia Civil/Divulgação

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O investigado, que utilizava um arsenal de falsos adereços, incluindo distintivo, algemas e até o que parecia ser uma arma, foi localizado e capturado em Tramandaí, no litoral norte, após uma série de denúncias que revelaram um rastro de golpes na região.

O criminoso agia com um roteiro bem ensaiado: escolhia residências com animais ou aves e simulava uma fiscalização ambiental rigorosa.

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Segundo o delegadoRodrigo Camara, sob pressão psicológica, ele exigia pagamentos imediatos para não aplicar multas pesadas ou recolher os animais. Em um dos episódios narrados à polícia, o golpista conseguiu levar R$ 1.600,00 em espécie e ainda “apreendeu” os pássaros da vítima.

Em outra tentativa, ele chegou a cobrar R$ 15 mil para “aliviar” uma suposta irregularidade, mas a família desconfiou da abordagem e o pagamento não foi efetuado.

As investigações apontaram, ainda, que o suspeito não limitava sua atuação a Campo Bom, repetindo o mesmo modus operandi em cidades vizinhas.

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Diante da reincidência da prática em várias locais e do uso do nome de órgão federal para cometer crimes, a Justiça decretou a prisão para interromper a sequência de extorsões.

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Camara, responsável pelo caso, faz um alerta importante à população: nenhum agente público, seja da Polícia Civil ou de órgãos ambientais, está autorizado a receber dinheiro ou qualquer valor diretamente do cidadão.

Eventuais multas administrativas são aplicadas mediante procedimento formal e devem ser pagas exclusivamente por meio de guias oficiais de recolhimento ao Estado.

“Nenhum policial ou agente público recebe dinheiro diretamente, sob qualquer título, motivo pelo qual situações desse tipo devem ser imediatamente denunciadas à Polícia Civil”, pontua.

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