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POLÍCIA

Contador que criava empresas "noteiras" na região deu prejuízo de R$ 80 milhões ao Fisco

Mesmo cassado, profissional usava laranjas e empresas de fachada para sonegar impostos em benefício de empresários

ico ABCMais.com azul
Publicado em: 28/01/2026 às 07h:51
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Esquema envolvendo um contador procurado por empresários que queriam sonegar impostos é alvo de operação em cidades da região nesta quarta-feira (28).

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O prejuízo causado pela emissão de notas fiscais frias por meio de 175 empresas de fachada é estimado pelas autoridades em R$ 80 milhões. [Veja vídeo ao final desta reportagem.]

Operação Acerto de Contas mira contador cassado que liderava esquema criminoso | abc+



Operação Acerto de Contas mira contador cassado que liderava esquema criminoso

Foto: DCS/PCRS

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São cumpridas, nesta manhã, ordens judiciais em 11 cidades do Rio Grande do Sul e também em Florianópolis, em Santa Catarina.  

No total, segundo a Polícia Civil gaúcha, 261 mandados são realizados em Porto Alegre, Canoas, Dois Irmãos, Igrejinha, Sapiranga, Araricá, Tramandaí, Capão da Canoa, Campo Bom, Gravataí e Guaporé.

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Núcleo do esquema

O núcleo do esquema era liderado pelo profissional da área de contabilidade, com registro cassado desde 2023. As empresas “noteiras” que ele operava eram de vários ramos de atividade. O suspeito emitia notas fiscais inidôneas e empregava artifícios contábeis para suprimir ICMS e ocultar recursos ilícitos.

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Ganhos de R$ 6 milhões

Mesmo cassado, o profissional seguia atuando ilegalmente por meio de terceiros. Ele obteve ganhos de cerca de R$ 6 milhões, mantendo padrão de luxo com veículos e imóveis no litoral.

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Como era o esquema

Com as empresas de fachada, eram emitidas notas frias com o uso de laranjas e criação de holding – empresa aberta com o propósito principal de deter e gerenciar participação societária – para blindagem patrimonial.

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As empresas “noteiras” geravam créditos fictícios para reduzir débitos de ICMS das beneficiárias.

O principal investigado definia pessoalmente valores a serem lançados e orientava empresários sobre ajustes nas declarações.

Também transferia empresas endividadas para laranjas de outros municípios, dificultando a responsabilização e mantendo o esquema ativo com novos CNPJs.

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Ele ainda atuava como operador financeiro de organizações criminosas, promovendo lavagem de dinheiro mediante operações simuladas, circulação artificial de valores entre empresas e reinserção dos recursos no sistema financeiro.

A investigação identificou ocultação de veículos e imóveis de luxo em nome de terceiros, incompatíveis com a renda declarada, reforçando os indícios de enriquecimento ilícito.

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Veja o vídeo

Contador que criava empresas "noteiras" na região deu prejuízo de R$ 80 milhões ao Fisco

A operação

A Operação Acerto de Contas é do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, Polícia Civil e Receita Estadual. 

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