O Corpo de Bombeiros de Canoas informou, na tarde desta quinta-feira (14), que encerrou as buscas na área em que foi encontrado o carro do jovem Mateus Ferreira Paralta, 24 anos, desaparecido desde o dia 23 de julho.
Segundo a capitã Júlia Calgaro, os bombeiros vasculharam o local, às margens da BR-448, no limite entre Porto Alegre e Canoas, mas não foi achado nenhum rastro que pudesse apontar o paradeiro da vítima.
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Foto: REPRODUÇÃO
“Fomos até a área onde foi encontrado o veículo [um Volkswagen Gol] para descartar aquele local”, explica. “Agora, dependemos da investigação da Polícia Civil para procurar em outra área.”
O caso é apurado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas, que diz estar procurando o jovem desde a noite do desaparecimento, embora não exista pista sobre onde possa estar.
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“Seguimos diligenciando, mas não temos nenhuma indicação de onde possa estar a vítima”, diz a delegada Graziela Zinelli, titular da DP.
A delegada defende que o caso se trata de um desaparecimento, já que não há indício de que o jovem possa ter sofrido violência após abandonar o Gol às margens da BR-448.
“O IGP [Instituto-Geral de Perícias] analisou o carro e não achou sangue ou algo que pudesse indicar violência”, reforça. “Trabalhamos em um caso de desaparecimento até o momento.”
A Polícia avisa que qualquer informação pertinente sobre Mateus pode ser passada para o disque-denúncia da Especializada no telefone 0800-642-0121.
“Até agora nada”, diz irmã
Quem circula por Canoas pode observar os cartazes de “DESAPARECIDO”, com imagens do rosto de Mateus Ferreira Paralta em destaque. Foram dezenas colados por parentes e amigos de maneira a chamar a atenção para a gravidade do caso.
Irmã de Paralta, a trabalhadora autônoma Camila Ferreira da Silva, 34, explica que a angústia permanece enorme, a medida que o tempo passa, mas não há pista sobre o paradeiro do jovem.
“O tempo passa e não temos nada de notícia dele”, desabafa. “Nem do celular, que pensamos que poderia ser algo fácil de conseguir o sinal para dizer onde parou de funcionar, mas até agora nada.”
Camila relata que Paralta havia sido recém promovido na empresa em que trabalha, em Nova Santa Rita, e mantinha rotina saudável em casa com a mulher e a filha.
“Estamos cada dia mais desesperados”, diz. “Já procuramos por tudo e conversamos com um monte de gente, sem que ninguém saiba dizer onde ele poderia estar. Nossa mãe está arrasada.”