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INVESTIGAÇÃO

Creche nega agressão de professora a aluna de 3 anos em Canoas; veja o que diz a nota

Caso foi parar na Polícia após denúncia feita pela família; instituição diz que atitude de professora se resumiu a "manifestação verbal em um tom mais elevado"

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Publicado em: 03/06/2026 às 13h:24 Última atualização: 03/06/2026 às 13h:39
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Após pais de uma menina de 3 anos procurarem a Polícia para registrar um boletim de ocorrência contra uma professora de uma escola infantil de Canoas por agressão verbal e física, e o caso se tornar público, a direção procurou a reportagem para se manifestar sobre o caso.

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Caso é apurado pela DP da Criança desde o surgimento da ocorrência na última sexta-feira (29) | abc+



Caso é apurado pela DP da Criança desde o surgimento da ocorrência na última sexta-feira (29)

Foto: REPRODUÇÃO


Por meio de nota, assinada pelos advogados Daniel Kessler e Jonathan Frantz, a instituição contesta a denúncia dos responsáveis e informa que “não houve qualquer agressão física por parte da funcionária, conforme atestam as imagens das câmeras já apresentadas para os responsáveis”.

Segundo o texto, a profissional fez uma “fala correicional, se resumindo a uma manifestação verbal em um tom mais elevado, sem qualquer espécie de ofensa à criança”.

“A funcionária envolvida no episódio se encontrava em contrato de experiência, o qual fora encerrado pela escola”, segue a nota.

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A respeito da situação da aluna, a escola informou que a criança não foi afastada por parte da direção, mas a família optou por retirá-la da creche.

Imagens foram apresentadas

Sobre a gravação, em boletim de ocorrência, os pais informaram que tiveram acesso a todo o conteúdo após insistência.

Em nota, a direção reitera que o conteúdo foi apresentado na íntegra aos genitores, e que a escola apenas não as forneceu por se tratar de imagens do interior de uma sala de aula, onde aparecem outras crianças.

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Segundo os advogados, todas as imagens, porém, estão armazenadas e serão entregues às autoridades que as requererem.

O caso veio à tona após a mãe da menina registrar ocorrência policial na sexta-feira (29). Segundo ela, a filha relatou agressões física e verbal feitas por uma docente da instituição particular: “Pai, a ‘profe’ me pegou pelo braço, me xingou e eu chorei”.

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Caso é investigado pela DPCA

Segundo o delegado Maurício Barison, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Canoas (DPCA), o caso será tratado com toda a seriedade que merece, já que professoras e profissionais de creche não podem dar puxões no braço ou aplicar qualquer tipo de força física contra crianças. “Nossas equipes já estão investigando o caso”, avisou.

Nesta quarta-feira (3), o delegado informou que o caso seguia em investigação e que a escola está colaborando e forneceu as imagens na íntegra para análise.

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Diretor também se manifesta

Apesar do nome da instituição não ter sido citado nesta ou na reportagem anterior em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para preservar a aluna e os demais matriculados, o diretor Alexandre Paim também decidiu se manifestar por meio de nota, onde afirma que vai “buscar reparos aos danos causados a imagem da escola”. 

Segundo ele, a instituição foi prejudicada pela divulgação do caso.

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Afirma também que “é lamentável que esse jornal divulgue uma reportagem baseada apenas nas informações dadas pelos pais da criança que estão emocionalmente envolvidos com os fatos ocorridos”.

No entanto, o Diário de Canoas reitera que, além de buscar contato desde o fim de semana com a escola, manteve o espaço aberto para manifestação desde a publicação da reportagem anterior, veiculada a partir das 15h56 de segunda-feira (1°), acrescentando ainda que as informações foram conferidas com as autoridades, já que o caso está sob investigação da DPCA.

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Leia a nota da defesa na íntegra

“A Escola de Educação Infantil referida em reportagens na mídia na data de 01 de junho de 2026, por suposta agressão à uma de suas alunas praticadas por uma professora, vem, por seus advogados, em decorrência de fatos que foram veiculados, trazer os seguintes esclarecimentos.

Primeiramente, não houve qualquer agressão física por parte da funcionária, conforme atestam as imagens das câmeras já apresentadas para os responsáveis. Houve, sim, uma fala correicional mais efusiva por parte da professora, se resumindo a uma manifestação verbal em um tom mais elevado, sem qualquer espécie de ofensa à criança.

A funcionária envolvida no episódio se encontrava em contrato de experiência, o qual fora encerrado pela Escola.

A aluna nunca fora afastada por parte da Direção, mas por opção da família, fora retirada da escola. Reitera-se que as imagens foram apresentadas na íntegra aos genitores e que a Escola apenas não as forneceu por se tratar de imagens do interior de uma sala de aula, na qual aparecem outras crianças e há uma responsabilidade da Escola por estes dados.

Entretanto, todas as imagens estão armazenadas e serão entregues às autoridades que as requererem. Reforçamos nosso compromisso com o bem-estar de nossas crianças e com todos os valores fundamentais que norteiam a atuação de nossos profissionais.

A Escola está totalmente à disposição das Autoridades, disponibilizando todos os meios de provas que permitam a devida elucidação dos fatos.” 

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