Em desdobramento da Operação Garra, desencadeada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (18), mais uma prisão importante foi realizada nesta manhã em São Leopoldo.
Por volta das 9 horas, um despachante foi preso preventivamente no bairro Campina, apontado como peça-chave no esquema de adulteração de caminhões roubados e furtados pela maior quadrilha de roubo e furto de cargas e caminhões que atua no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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Quando os policiais chegaram no despachante, o alvo tentou fugir ao perceber a aproximação dos agentes. Ele correu para os fundos do estabelecimento, mas acabou sendo rendido nos fundos do prédio. Ele alegou que correu para ir ao banheiro.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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De acordo com o delegado André Serrão, que coordena a investigação, o despachante era responsável por intermediar os criminosos com funcionários do Centro de Registro de Veículos Automotores (CRVA), permitindo que caminhões adulterados fossem legalizados.
“Ele intermediava os criminosos com o funcionário do CRVA. Os veículos eram adulterados e ele fazia essa negociação, conseguindo a vistoria e legalizando o caminhão. Além disso, fornecia notas fiscais para os muncks, que também eram adulterados. Dessa forma, dava aparência de legalidade a veículos e equipamentos furtados”, explica Serrão.
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Segundo a Polícia Civil, o despachante foi identificado como um elo fundamental para dar suporte documental à organização criminosa, que há pelo menos dois anos atuava na adulteração de chassis, desmanche e comercialização de caminhões e peças no mercado paralelo.
A Operação Garra contabiliza pelo menos sete prisões, incluindo a do líder da quadrilha, capturado em Sapucaia do Sul. A ofensiva cumpriu 23 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão preventiva em cidades como São Leopoldo, Novo Hamburgo, Portão, Montenegro e Santa Maria.