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Nova Petrópolis

Ex-presidente de associação de universitários é procurado por fraude de R$ 430 mil

Jovem de 21 anos, que teria feito os desvios neste ano, está com prisão preventiva decretada

ico ABCMais.com azul
Publicado em: 17/09/2025 às 19h:04 Última atualização: 17/09/2025 às 19h:05
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Suspeito de desviar R$ 430 mil somente neste ano da Associação dos Universitários de Nova Petrópolis (Aunp), o estudante de arquitetura Hiago Michael Polese, 21 anos, está com prisão preventiva decretada desde o dia 11 deste mês. Ele ainda consta no portal da entidade como presidente, mas foi destituído e está foragido, conforme a Polícia Civil.

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Segundo o delegado de Nova Petrópolis, Fábio Idalgo Peres, a Operação Rota desviada já cumpriu sete mandados de busca e apreensão não só na cidade, como também em Linha Nova, no Rio Grande do Sul, e em Maringá e Flórida, no Paraná.

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O delegado esclarece que a fraude foi descoberta a partir de uma fiscalização de rotina do gestor de parcerias da prefeitura. “Durante a análise das contas, o gestor identificou inconsistências contábeis graves, incluindo um saldo inicial irregular e a falta de depósitos da contrapartida da associação. Tais apontamentos levaram à apuração interna pela diretoria e, consequentemente, à formalização da ocorrência policial.”

Método investigado

Segundo as apurações, o principal método de desvio consistia em fraudar a gestão dos recursos financeiros da Aunp, que administra uma parceria público-privada com a prefeitura para custear o transporte de estudantes. Os valores, provenientes das mensalidades pagas pelos associados, eram depositados na conta de arrecadação da entidade.

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No entanto, antes que a contrapartida devida fosse transferida para a conta específica da parceria, monitorada pelo poder público, os valores eram sistematicamente desviados.

A investigação apura ainda a possibilidade de outras frentes de fraude, como o possível superfaturamento de boletos emitidos aos estudantes, onde os custos de transporte teriam sido artificialmente inflados para gerar um excedente ilícito. A apuração também inclui a suspeita de simulação de despesas operacionais, que seriam justificadas com documentação fiscal inconsistente para encobrir as saídas de caixa.

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Esquema compromete funcionamento da entidade

A fraude impactou diretamente o orçamento dos estudantes e comprometeu a saúde financeira da associação, que acumulou dívidas significativas com fornecedores. “A Operação Rota Desviada visa apreender documentos, equipamentos eletrônicos como celulares e computadores, e outros elementos de prova que possam detalhar a extensão do esquema, rastrear o destino dos valores e identificar outros possíveis envolvidos”, diz o delegado.

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Os mandados foram cumpridos em endereços ligados ao investigado, a sua empresa de marketing digital e a pessoas próximas que possam ter tido participação nos atos ilícitos.

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