Seguem as buscas pelo crânio de Brasília Costa, conhecida como Bia, de 65 anos, esquartejada no início de agosto, que teve as partes espalhadas por Porto Alegre. Nesta quarta-feira (17), as autoridades fizeram buscas em um aterro sanitário de Minas do Leão, a cerca de 93 quilômetros da capital gaúcha.
O local recebe resíduos de Porto Alegre e de outras cidades do Rio Grande do Sul. Em depoimento à Polícia, o publicitário Ricardo Jardim, 66, principal suspeito de ter matado a manicure, afirmou que colocou a cabeça em uma lixeira na Usina do Gasômetro.
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Foto: Polícia Civil
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Conforme o diretor do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa, o delegado Mário Souza, as autoridades contaram com o apoio do Corpo de Bombeiros, de empresas de limpeza urbana e de um cão farejador. No entanto, o crânio ainda não foi encontrado.
“As buscas continuam e todo o esforço está sendo feito para que nós possamos encontrar [o crânio]. Temos o apoio de todos”, diz o delegado. “Estamos nesse caminho e vamos seguindo as buscas. Nós estamos atentos para fazer esse encontro, devolver [os restos mortais] à família.”
Segundo o diretor, se a cabeça tivesse sido colocada em uma lixeira orgânica do Gasômetro no dia 14 de agosto, teria mais de 50 mil toneladas de lixo só naquela região da cidade, onde a Polícia já percorreu. “Então várias coisas podem acontecer, mas pelo menos essa etapa passamos e vamos seguir as buscas”, afirma.
Outras partes encontradas
O caso teve repercussão nacional após parte do tórax de Bia ser encontrado dentro de uma mala no guarda-volumes da Rodoviário de Porto Alegre na segunda-feira do dia 1º de setembro.
A bagagem havia sido deixada no local público na noite de 20 de agosto, exatamente uma semana depois que partes de pernas e braços foram achadas no bairro Santo Antônio, em 13 de agosto.
Após a prisão preventiva do principal suspeito, ocorrida na quinta-feira do dia 4, a Polícia encontrou outras partes de pernas entre os dias 6 e 7 de setembro na orla do Guaíba, na zona sul da capital.