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Caso da mala

Esquartejador pesquisou venda de cabeças humanas brasileiras na internet: "Demonstra o perfil dele"

Polícia Civil revelou, na manhã desta terça-feira (16), detalhes a respeito da investigação envolvendo o assassinato de Brasília Costa

Publicado em: 16/09/2025 às 11h:27 Última atualização: 16/09/2025 às 13h:08
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“Esta cabeça não está rolando por aí”, afirmou o chefe da Polícia Civil, Heraldo Chaves Guerreiro, na manhã desta terça-feira (16), a um grupo de jornalistas reunidos na Cidade da Polícia, em Porto Alegre.

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Havia a expectativa da imprensa de que a coletiva organizada pelo Departamento Estadual de Homicídios seria para divulgar a localização do crânio de Brasília Costa, 65 anos, esquartejada no começo de agosto, mas isso não aconteceu. (Assista ao vídeo no final da matéria)

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Coletiva, na manhã desta terça-feira (16), serviu para que fossem esclarecidos pontos da investigação conduzida pela Polícia Civil | abc+



Coletiva, na manhã desta terça-feira (16), serviu para que fossem esclarecidos pontos da investigação conduzida pela Polícia Civil

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL

No começo da manhã, a Polícia revelou detalhes sobre o crime cometido pelo publicitário Ricardo Jardim, 66 anos, preso preventivamente no último dia 4 de setembro por suspeita do assassinato.

Segundo o diretor do Departamento, o delegado Mario Souza, dias após cometer o crime, Jardim chegou a pesquisar na internet a venda de cabeças humanas brasileiras. 

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“Fez muitas pesquisas na internet e é claro que isso nos chamou a atenção, porque demonstra o perfil dele”, afirma. “Obviamente não acreditamos nesta hipótese, mas é fato que no dia 2 de setembro a mala já havia sido localizada e ele estava pesquisando sobre cabeças na internet.”

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O delegado também detalhou que entre a morte e o descarte se passaram cinco dias. O cadáver da vítima foi cortado após ser acondicionado na geladeira na pousada onde o publicitário estava com ela.

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“Os investigadores descobriram que ele guardou o corpo dela em uma geladeira no quarto em que estavam antes do crime”, esclarece. “Só depois, com o corpo gelado, é que usou a serra para cortá-la.”

Ricardo Jardim, de 66 anos, foi visto saindo de pousada com mala onde tórax de Brasília Costa foi encontrado / caso da mala | abc+



Ricardo Jardim, de 66 anos, foi visto saindo de pousada com mala onde tórax de Brasília Costa foi encontrado / caso da mala

Foto: Imagem cedida pela Polícia Civil

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Ideia assassina

Por meio da apuração, a Polícia Civil agora tem os registros do que Jardim comprou: uma mala, serra, luvas, sacos plásticos e fita para o crime executado. Os peritos estimam que Brasília foi assassinada entre os dias 8 e 9 de agosto.

Por meio da confissão, foi revelado também que o publicitário – enquanto cumpria pena por matar e concretar a mãe, Vilma Jardim, em um armário – passou um tempo na cadeia ao lado de um homem chamado Vandré Centeno do Carmo, que afirmou ter matado e esquartejado uma mulher com uma makita.

“Checamos a história e confere”, confirmou o delegado. “Ele realmente passou um tempo na cadeia com esta pessoa. Acreditamos que foi daí que tirou a ideia, mas não usou makita, mas, sim, uma serra”.

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Detalhes revelados pela perícia

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) ainda não tem confirmação da causa da morte da vítima. Diretor-Geral do IGP, Paulo da Cruz Barragan esclarece que o suspeito não é um perito, ao contrário do que dizem. Foi apenas foi prático na execução do crime.

“Neste caso, basta uma serra com um bom potencial de corte, que dá para cortar. Com o corpo resfriado, é mais fácil”, disse. “Ele usou uma serra axial, que corta em um mesmo sentido, e não uma makita ou mesmo um machado.”

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Todos os cortes, afirma o perito, foram feitos com a vítima já morta. O IGP espera concluir quanto antes o trabalho para descobrir como ela acabou assassinada.

“Esperamos, assim que for possível, estabelecer uma causa da morte, mas por enquanto podemos dizer que foi usada uma serra de grande capacidade por uma pessoa sem grandes conhecimentos nesta área”.

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Ricardo Jardim, de 66 anos, foi flagrado colocando luvas e indo ao quarto que dividia com Brasília Costa / caso da mala | abc+



Ricardo Jardim, de 66 anos, foi flagrado colocando luvas e indo ao quarto que dividia com Brasília Costa / caso da mala

Foto: Imagem cedida pela Polícia Civil

Buscas

O tronco da vítima estava em uma mala no guarda-volume na Estação Rodoviária de Porto Alegre, achado no dia 1º de setembro, enquanto restos foram encontrados em sacolas de lixo deixadas na zona leste, no dia 13 de agosto, e as pernas, em duas áreas da zona sul, entre o último sábado (6) e domingo (7).

Seguem as buscas pelo crânio da vítima, segundo o delegado André Luiz Freitas, responsável pelo caso. Para isso, a Polícia Civil conta com o apoio até mesmo de equipes de limpeza que atuam na capital.

Às autoridades, Jardim disse que havia depositado a cabeça de Brasília em uma lixeira perto da Usina do Gasômetro, mas até o momento, o crânio não foi achado, apesar das buscas.

“É errado pensar que ele está colaborando com a Polícia Civil desde que foi preso, porque não está”, salienta. “Ele mente e muito. O que acabou descoberto agora é parte da investigação. Então, continuamos as buscas.”

Entenda o caso

No dia 20 de agosto, usando máscara cirúrgica, luvas de lã, boné, óculos de grau e traje esportivo, o suspeito deixou a bagagem às 20h12 na Rodoviária de Porto Alegre.

No dia 1º de setembro, o mau cheiro que vinha do guarda-volume chamou a atenção. Empregados da rodoviária abriram a bagagem e se depararam com parte de um corpo feminino.

Após ser preso suspeito do crime, Jardim admitiu à Polícia ter esquartejado a vítima conhecida na capital como a manicure Bia, mas alegou que a namorada sofreu um mal súbito.

Assista ao vídeo:

Homem pesquisou venda de cabeças humanas brasileiras na internet: "Demonstra o perfil dele"
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