Foi confirmado nesta segunda-feira (8) que a mulher esquartejada pelo publicitário Ricardo Jardim, de 66 anos, se trata de Brasília Costa, 65. A vítima, natural de Arroio Grande, morava em Porto Alegre há alguns anos, onde atuava como manicure.
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Foto: Reprodução/Redes sociais
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Brasília e Jardim moravam juntos já 6 meses, em uma pousada na zona norte da capital, quando, no dia 9 de maio, o publicitário teria matado a vítima.
O crime teria sido premeditado, visto que o assassino forrou o quarto com uma lona grossa do chão ao teto, presa com fitas adesivas, conforme detalhou à reportagem o delegado Mario Souza, diretor do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa.
A forma como a mulher foi morta é analisada pela perícia, mas é possível que jardim tenha dopado e asfixiado Brasília. No esquartejamento, conforme Souza, o assassino usou um equipamento cortante de precisão e desmembrou a vítima sem quebrar ossos. Na sequência, espalhado partes do corpo dela pela capital.
A perícia cruzou o DNA da mulher com o material genético do irmão para confirmar a identidade de Brasília.
Pernas humanas encontradas no Guaíba
No sábado (6), parte de uma perna humana foi encontrada na orla do Guaíba, na zona sul da capital. No domingo (7), o segmento de uma perna e um pé foi localizado em outro ponto do lago. A Polícia acredita que pode se tratar de Brasília.
A investigação segue para o encontro do crânio. O caso teve início em 13 de agosto, quando partes de braços e pernas foram achadas em uma sacola no bairro Santo Antônio.
Uma semana depois, Jardim deixou parte do tórax de Brasília em uma mala no guarda-volumes da Rodoviária de Porto Alegre. O cheiro insuportável de decomposição fez com que funcionários abrissem a bagagem e se deparassem com parte de um corpo humano no dia 1º de setembro. Ele foi preso na última quinta-feira (4).
O publicitário estava foragido do semiaberto desde fevereiro deste ano, mas se encontrava solto desde janeiro de 2024, após ter redução de pena por bom comportamento. Em 2018, ele foi condenado a 28 anos de prisão por matar e concretar a mãe, Vilma Jardim, de 76 anos, dentro de um armário em um apartamento no bairro Mont’Serrat.