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Corpo em mala: Entenda como publicitário estava solto após condenação por matar e concretar mãe em armário

Homem é o principal suspeito de matar mulher esquartejada e passou por audiência de custódia nesta sexta-feira

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Publicado em: 05/09/2025 às 20h:03 Última atualização: 05/09/2025 às 20h:28
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O publicitário Ricardo Jardim, de 66 anos, principal suspeito de matar a mulher que teve partes do corpo espalhadas por Porto Alegre, inclusive dentro de uma mala na rodoviária da cidade, passou por audiência de custódia no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp) na tarde desta sexta-feira (5).

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Preso publicitário suspeito de esquartejar mulher e deixar partes do corpo da vítima em mala e sacola  | abc+



Preso publicitário suspeito de esquartejar mulher e deixar partes do corpo da vítima em mala e sacola

Foto: Polícia Civil

A juíza de Direito Sônia Fátima Battistela, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), realizou a audiência para verificar se a prisão seguiu os ditames legais. Jardim permanecerá preso e, até a tarde de hoje, seguia no Nugesp.

Conforme o TJRS, a prisão preventiva também foi comunicada à Vara de Execuções Criminais, já que o publicitário está em cumprimento de pena e era considerado foragido da Justiça, com mandado de prisão expedido em 6 de fevereiro de 2025, estando este disponível no Banco Nacional de Mandados de Prisão desde então.

Mais cedo, o Ministério Público do Estado (MPRS) manifestou parecer favorável pela preventiva de Jardim. “Uma pessoa extremamente perigosa e que não deveria estar nas ruas”, afirmou o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Júri do MPRS, promotor de Justiça Marcelo Tubino.

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Por que publicitário estava solto após condenação por concretar mãe em armário

Jardim foi condenado em 2018 a 28 anos de prisão por matar a mãe a facadas e concretar o corpo dentro de um armário em um apartamento do bairro Mont’Serrat, na capital, há 10 anos. Em janeiro do ano passado, contudo, a Justiça concedeu a progressão ao regime semiaberto, após avaliações psicossociais.

Conforme a decisão, o publicitário deveria ser encaminhado a uma vaga em Instituto Penal, no entanto, não houve a remoção direta em função da falta de vagas em unidades prisionais de regime semiaberto.

A Justiça também determinou que o preso usasse tornozeleira eletrônica. Jardim até chegou a se apresentar na época, mas o TJRS argumenta que o sistema de monitoramento não foi instalado “devido à indisponibilidade do equipamento, o que fez o apenado passar a cumprir a pena em prisão domiciliar”.

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Três meses depois, a Susepe informou à Justiça que o publicitário não respondia mais às ligações e, portanto, a apuração judicial teve início.

Corpo em mala: Esquartejador de mulher se inspirou em crime de 1928

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Em maio, o Judiciário concedeu prazo para a defesa do preso apresentar explicações, o que ocorreu em julho. O contato com Jardim não teria tido êxito devido às enchentes.

Assim, a Justiça determinou ao Departamento de Monitoração Eletrônica que comunicasse o apenado acerca da necessidade de regularizar sua situação e encaminhou a sua intimação pessoal por Oficial de Justiça.

Em janeiro deste ano, o Departamento informou que não conseguiu contato telefônico com o preso e, portanto, diante das tentativas de contato e de já ter sido oportunizado o contraditório à defesa, a Justiça decidiu, em fevereiro de 2025, aplicar a regressão cautelar do apenado para o regime fechado, quando também foi expedido o mandado de prisão.

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Publicitário que esquartejou mulher já havia sido condenado por matar mãe e concretar cadáver

Caso estarrecedor em Porto Alegre

Foragido, Jardim voltou a ser alvo da Polícia nesta semana. Foi flagrado por câmeras de monitoramento deixando uma mala na Rodoviária de Porto Alegre na noite do dia 20 de agosto. Doze dias depois, após o incômodo com o fedor da bagagem, funcionário se depararam com parte de um tórax feminino.

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O exame de DNA comprovou que se trata da mesma pessoa esquartejada que teve braços e pernas colocadas em uma sacola, encontradas na Rua Fagundes Varela, no bairro Santo Antônio, no último dia 13

 Na época do primeiro caso, o IGP coletou os nós dos sacos de lixo onde estavam as partes da vítima com objetivo de preservar possíveis vestígios biológicos deixados por quem manuseou as sacolas. 

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A análise teve resultado positivo e a perícia conseguiu identificar um segundo perfil genético que apontava para Jardim – um homem oriundo do sistema prisional, que havia passado por coleta de material biológico em 2021, após condenação por homicídio.

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