Foi após tentar renovar a cédula de identidade na Bolívia que um dos criminosos mais perigosos do Rio Grande do Sul acabou enfim recapturado.
Se passando por um catarinense batizado de João Paulo Zucco, o traficante Juliano Biron, 39 anos, foi preso em Santa Cruz de la Sierra na quarta-feira (10).

Foto: FELCN/Reprodução
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A captura foi organizada por agentes bolivianos ligados à Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico, segundo a Polícia Civil gaúcha, que considerava o criminoso como alvo prioritário.
Segundo o delegado Alencar Carraro, diretor do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), a Polícia Civil está tramitando a documentação necessária para o retorno de Biron ao Estado.
Condenado pela morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, em Canoas, em 2015, Biron estava vivendo há onze meses na Bolívia.
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Ele acabou identificado por agentes bolivianos ao usar o documento falsificado. Bastou um alerta vermelho da Interpol para ser classificado como um criminoso de alta periculosidade.
Chefe do tráfico durante anos de uma facção com sede no Vale dos Sinos, Biron possui um total de quatro condenações e estava foragido desde o ano passado.
Além do rumoroso caso envolvendo a morte do fotógrafo Gargioni, já possuía condenações por tráfico de drogas e entorpecentes, lavagem de dinheiro e roubo a uma agência bancária.

Foto: Facebook/Reprodução
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Crime que chocou Canoas
O fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, 22 anos, foi brutalmente assassinado na noite do dia 28 de julho de 2015, quando havia marcado um encontro com uma mulher após sair da academia.
Na época, foi comprovado que ela era namorada de Juliano Biron. O casal levou o fotógrafo até a Praia do Paquetá, onde Gustavo acabou dominado após ser agredido pelo traficante.
Conforme a apuração conduzida pela Polícia Civil, Gargioni foi torturado antes de ser morto com 19 tiros. O encontro, concluiu a Polícia, foi criado para atrair o jovem para uma armadilha.
Juliano Biron e a namorada acabaram presos, suspeitos do assassinato, após uma investigação complexa, que se valeu de imagem para evidenciar a participação de ambos no crime.
Biron acabou condenado pelo crime em 2020. A namorada, no entanto, acabou absolvida do crime durante sessão da 1ª Vara do Júri de Canoas organizada em dezembro de 2023.