Sogro e genro acusados de assassinar o empresário mineiro Samuel Eberth de Melo, de 41 anos na época, irão a júri. A decisão do juiz Rafael Gomes Cipriani Silva, da 1ª Vara Judicial da Comarca de Santo Antônio da Patrulha, foi divulgada nesta terça-feira (5), dois anos depois do crime.

Foto: Reprodução/LinkedIn
Diego Gabriel da Silva e Wellington Luiz Rodrigues da Silva são acusados de matar o mineiro em junho de 2023, quando o empresário se deslocou de Belo Horizonte até Novo Hamburgo e região, onde vendia carros com Silva, de quem era sócio, para cobrar uma dívida milionária.
Melo foi visto pela última vez no dia 2 de junho daquele ano, quando saiu para visitar revendas da região acompanhado pelo sócio. O mineiro acabou assassinado a tiros em Santo Antônio da Patrulha, no litoral gaúcho, e teve o corpo encontrado nove dias depois, em uma área de mata.
A vítima foi executada com múltiplos disparos de arma de fogo, que atingiram cabeça, tórax, abdômen e braço, em uma propriedade na zona rural do município.
No dia em que Melo foi visto pela última vez, câmeras de monitoramento registraram o momento em que o sócio comprou lonas, pás e enxada na cidade litorânea. No decorrer da investigação, a Polícia Civil descobriu o envolvimento do genro de Silva, que teria ajudado no crime.
A investigação indicou que os acusados teriam agido com divisão prévia de tarefas, incluindo a aquisição de ferramentas e materiais para a ocultação do corpo, evidenciando planejamento e intenção de dificultar a elucidação dos fatos.
Motivo torpe
Na sentença de pronúncia, decisão que determina que o réu seja julgado pelo Tribunal do Júri, o juiz destacou que há indícios suficientes de autoria e materialidade, mantendo as qualificadoras de motivo torpe – ligada a transações comerciais fraudulentas, além da intenção de garantir impunidade por crimes anteriores, como estelionato –, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e tentativa de assegurar a impunidade.
Também reconheceu a conexão entre o homicídio e a ocultação do cadáver, reforçada por laudos periciais e provas testemunhais.
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Durante a investigação, a Polícia encontrou vestígios de sangue em veículos, mensagens suspeitas em celulares e munições compatíveis com a arma usada para matar Melo – apreendida com carregadores, munições intactas e um simulacro de arma de fogo.
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Sem data
Ambos são acusados de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, porte ilegal e posse irregular de arma de fogo. Eles permanecem presos preventivamente e, até o momento, não há data marcada para o julgamento pelo Tribunal do Júri.