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OPERAÇÃO SANGRIA

"Efeito cascata incontrolável": Viciado em bets pega dinheiro com 14 agiotas; entenda esquema que virou caso de polícia na região

Operação Sangria contra grupo responsável por agiotagem foi deflagrada nesta quinta-feira (9) em Canoas

Publicado em: 09/07/2026 às 10h:00 Última atualização: 09/07/2026 às 10h:01
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A Polícia Civil lançou, na manhã desta quinta-feira (9), a batizada Operação Sangria, mirando um esquema de agiotagem, envolvendo uma série de extorsões e ameaças de morte em Canoas. Foram dois presos. 

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Conforme a apuração organizada pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, o crime começou após uma simples arrecadação entre amigos para a confecção de camisetas comemorativas.

Agiotas acabaram presos, na manhã desta quinta-feira (9), em Canoas | abc+



Agiotas acabaram presos, na manhã desta quinta-feira (9), em Canoas

Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO

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Responsável pela apuração, a delegada Luciane Bertoletti aponta que a vítima perdeu o dinheiro arrecadado pelo grupo em uma plataforma de apostas, buscando no mercado informal de crédito um jeito de acabar com a dívida.

Bertoletti explica que o homem recorreu a agiotas que atuam em Canoas. Sem conseguir pagar devido aos juros abusivos, passou a tomar novos empréstimos com outros agiotas para pagar a dívida, o que criou um ciclo sem fim.

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Ao todo, os policiais apuraram que a vítima chegou a contrair dívidas simultâneas com pelo menos 14 agiotas diferentes, o que culminou em uma dívida impossível de ser paga.

“A vítima entrou em um efeito cascata incontrolável. A cada novo empréstimo para cobrir o anterior, o valor total e o nível de ameaças aumentavam”, explicou a delegada.

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Devido às ameaças de violência, a vítima saiu do Rio Grande do Sul, deixando parentes e amigos para trás. Porém, os criminosos passaram a perseguir a mãe, a irmã e o cunhado dele.

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Bets como chaga

Foi somente quando um dos parentes, que até buscou executar alguns pagamentos, cansou-se das ameaças constantes, que o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil.

Segundo o delegado Cristiano Reschke, a operação foi organizada para enfrentar uma nova face do crime organizado, deixando claro que a agiotagem é a engrenagem de um sistema de extorsão que destrói vidas.

“Esse caso expõe uma chaga social que cresce silenciosamente: a combinação explosiva entre o vício em jogos de azar on-line e o crédito predatório da agiotagem, que transforma cidadãos em reféns de um ciclo de endividamento e extorsão e desestruturação familiar”, avalia.

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