Mais um caso chocante de violência contra a mulher veio à tona durante o final de semana, quando a Polícia Civil revelou a brutalidade por trás do assassinato da médica aposentada Chantal Etiennette Dechaume.
Francesa de 73 anos, a mulher estava radicada na Paraíba, e vivia na orla de João Pessoa. Foi assassinada a facadas no dia 7 de março, data em que câmeras a registraram entrando no apartamento pela última vez.

Foto: REPRODUÇÃO
CLIQUE E FAÇA PARTE DO GRUPO DE WHATSAPP DO DIÁRIO DE CANOAS
O corpo carbonizado da vítima, entretanto, acabou sendo encontrado somente na madrugada da última quarta-feira (11), com um desfecho que surpreendeu a população da capital paraibana.
A Polícia Civil organizou uma caçada em busca dos responsáveis pelo crime, porém a consequente investigação revelou que o autor da morte já havia sido assassinado por criminosos da área.

Foto: Grupo Sinos
LEIA TAMBÉM: Homem morre após gritar por socorro no Vale do Sinos: Vítima chegou a falar com moradores
O suspeito do crime era o namorado de Chantal. Trata-se de um gaúcho, natural de Canoas. Altamiro Rocha dos Santos teria matado a namorada a facadas, colocado o corpo em uma mala e levado até a periferia de João Pessoa.
Posterior ao crime, pela soma de R$ 40, ele pagou uma pessoa em situação de rua para atear fogo na mala com o cadáver da mulher.
Um dia depois que o cadáver da médica foi descoberto, o homem foi achado amarrado e degolado.
Durante o final de semana, passou a circular nas redes sociais um vídeo em que Altamiro aparece confessando o assassinato diante da câmera. Fala de modo frio e sem remorso sobre a médica:
“Ela me perturbou e eu meti a faca. Coloquei na mala, mas ela começou a cheirar mal. Tinha que desovar. Depois, dei quarenta ‘mirréis’ para um menino que estava fumando. Foi lá e jogou fogo nela”, confessou.
CLIQUE PARA LER: “Era uma aluna atenciosa”: Escola onde adolescente estudava prepara homenagem após morte em incêndio em Novo Hamburgo
A polícia esclareceu que a confissão teria sido gravada por criminosos que capturaram Altamiro antes das autoridades. Isso porque a investigação em torno do feminicídio da médica estava comprometendo as atividades ilegais em João Pessoa.
Caridade acabou em tragédia
Conforme a Polícia Civil, o gaúcho de 60 anos teria chegado a Paraíba na época da pandemia. Vagava sem destino por lá. Acabou acolhido por Chantal em um gesto de caridade. Eles começaram um relacionamento e ele passou a morar no apartamento da médica.
Testemunhas ouvidas pela polícia apontaram que o gaúcho havia voltado a se envolver com drogas. A discussão que culminou no assassinato teria sido motivada pelo uso de drogas no apartamento dela.
Houve quem confirmasse para a polícia também que Altamiro tratava mal a companheira. Era agressivo ao extremo com a vítima, sendo visto constantemente mandando ela se calar em público.
A apuração prossegue visando não apenas confirmar a motivação do crime. A Polícia Civil da Paraíba quer também encontrar o responsável por atear fogo ao cadáver da médica.
Veja o vídeo
Violência contra a mulher é crime, denuncie
SILÊNCIO APRISIONA. INFORMAÇÃO LIBERTA. DENUNCIE! LIGUE 180.
- Polícia Civil – 197
- Disque-Denúncia – 181
- Brigada Militar – 190
Em caso de gatilho, procure ajuda
O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas por dia.
O CVV tem cerca de 3 mil voluntários e atende aproximadamente 8 mil ligações por dia.
Telefone do CVV: 188
LEIA TAMBÉM