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CONDENADO

"Em outros países, nós teríamos prisão perpétua", diz promotor sobre condenação de filho que matou mãe em floricultura

Júri de Anderson Adriano Rodrigues da Silva foi encerrado no fim da tarde desta quinta-feira

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 27/03/2025 às 18h:55 Última atualização: 27/03/2025 às 20h:11
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Foi condenado a 30 anos de prisão Anderson Adriano Rodrigues da Silva, 33 anos, por matar a própria mãe, Silvia Regina Coelho de Brito, em 2022, em Estância Velha. Os jurados atenderam integralmente a tese da acusação no fim da tarde desta quinta-feira (27), em júri realizado na Câmara de Vereadores da cidade. O ato, entretanto, não contou com a presença do réu, que decidiu não participar do próprio julgamento.

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Silvia Regina Coelho de Brito tinha 50 anos quando foi assassinada pelo próprio filho | abc+



Silvia Regina Coelho de Brito tinha 50 anos quando foi assassinada pelo próprio filho

Foto: Arquivo pessoal

O promotor do Ministério Público Bruno Amorim Carpes, que atuou na acusação, lamentou que, em sua percepção, a lei brasileira não seja mais rígida para situações como essa. “O MP só não sai tão satisfeito em razão do tempo máximo que a lei permite, que é 30 [anos], o que foi atendido pelo magistrado, um pedido que eu fiz, em plenário, para que fosse aplicada pena máxima caso os jurados assim entendessem. Ou seja, conforme todas as qualificadoras expostas na denúncia”, explica o promotor.

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Para casos brutais como o assassinato de Silvia, morta pelo próprio filho, o promotor acredita que as leis deveriam ser mais rigorosas. “Em outros países, nós teríamos uma prisão perpétua nesse caso. Minha insatisfação não é pelo trabalho de hoje, mas pela insuficiência da lei penal brasileira para casos tão específicos, com tamanha gravidade, crueldade e traços de psicopatia de um filho que mata a mãe”, explica o promotor. 

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Em entrevista à reportagem durante o intervalo do julgamento, o arquiteto Carlos Rogério Weber, 57, companheiro de Silvia, disse que “não existe justiça, porque a Silvia não volta mais”. Apesar da fala, ele se emocionou após o anúncio da sentença de Anderson. 

Arquiteto Carlos Rogério Weber, 57, companheiro de Silvia, se emocionou ao ouvir sentença de Anderson | abc+



Arquiteto Carlos Rogério Weber, 57, companheiro de Silvia, se emocionou ao ouvir sentença de Anderson

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

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