O caso do militar da Força Aérea Brasileira (FAB), que terminou brutalmente assassinado após uma emboscada, expõe a violência inerente à guerra entre facções criminosas no Rio Grande do Sul.
O crime foi revelado após uma denúncia dos pais de Leonardo Machado de Menezes sobre o sequestro do filho. O jovem de 20 anos acabou executado a tiros após ser atacado no dia 25 de fevereiro.

Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO
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Encontrado sem vida naquela mesma madrugada na Rua São Miguel, quase às margens da RS-118, em Sapucaia do Sul, ele tinha sinais de violência além dos tiros visíveis, segundo a Polícia.
Nesta quinta-feira (10), o crime teve um desdobramento com uma operação orquestrada pela Polícia Civil para levar à cadeia os suspeitos. Oito pessoas são apontadas como participantes do crime. Quatro suspeitos, incluindo a namorada dele, já estão presos.
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Conforme apuração da 2ª Delegacia de Polícia (DP) de Sapucaia do Sul, embora o jovem não possuísse passagem pela Polícia e nem vinculação com organizações criminosas, ele conhecia pessoas ligadas à Família do Sul.
Também conhecida como V7 ou Anti-Balas, trata-se de uma organização fundada em 2013, no bairro Santa Tereza, em Porto Alegre, mas que há anos atua no estado do Rio Grande do Sul.
Leonardo acabou chamando a atenção justamente dos Bala na Cara, considerado o mais violento entre os grupos ligados ao tráfico de drogas e entorpecentes surgidos na capital Porto Alegre.
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Fundada em 2000 e conhecida também como BNC, a organização é ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e tem como característica a violência extrema com que trata desafetos.
Segundo o delegado Fabiano Kepp, titular da 2ª Delegacia de Polícia (DP) de Sapucaia do Sul, responsável pela apuração, com a prisão da suspeita, namorada do soldado, a Polícia conseguiu esclarecer o assassinato.
“A motivação, aparentemente, é pela postura dele nas redes sociais”, esclarece. “Ele não tinha histórico de crime nenhum, mas tinha amizade com indivíduos faccionados e se relacionava com mulheres de facções rivais.”
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Ao expor abertamente relacionamentos por meio das redes sociais, o militar acabou chamando a atenção de integrantes dos Balas. Em especial, ao se relacionar a ex-namorada de uma liderança da organização.
“Ele usava as redes sociais e divulgava com quem saía à noite”, aponta. “Isso acabou sendo decisivo para que integrantes da facção pensassem que havia uma jovem que fazia parte do grupo saindo com um rival no crime.”