Adriana Guinther, 55 anos, vai a júri nesta terça-feira (5), no foro de Novo Hamburgo, pela morte do escrivão judicial Paulo Cesar Ruschel. O crime aconteceu há quase 20 anos. A ré era companheira da vítima. Ela se diz inocente. O início está marcado para as 9 horas. A sentença deve sair em dois dias.
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Foto: Arquivo/GES
O júri vai repetir os embates entre a acusação, liderada pelo promotor Eugenio Paes Amorim, e a defesa, encabeçada pelo advogado Jader Marques. Em outubro de 2023, após tenso júri de dois dias. Adriana foi condenada a 15 anos e nove meses de reclusão.
A acusada chegou a cumprir 13 meses de pena até que, em novembro do ano seguinte, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ), em Porto Alegre, acolheu a apelação da defesa e anulou o júri.
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Entenda o caso
Paulo Cesar Ruschel foi morto aos 48 anos de idade com dois tiros na cabeça e um no tórax, por volta das 2 horas de 22 de outubro de 2006. Ele dormia quando uma pessoa entrou no quarto e disparou.
O homicídio aconteceu na residência onde o casal morava, na Avenida Pedro Adams Filho, bairro Pátria Nova. Poucos dias depois, policiais civis e peritos fizeram a reconstituição do crime, com a participação da companheira, a principal suspeita, e apontaram contradições dela.
Adriana Guinthner, de 36 anos na época*, foi presa na tarde de 8 de novembro, ao sair da Prefeitura de Novo Hamburgo, onde trabalhava. Seis dias depois, ganhou habeas corpus no TJ e passou a responder em liberdade. Em entrevista à reportagem do Grupo Sinos, ela sustentou inocência e sugeriu que o crime estaria relacionado ao trabalho do companheiro no fórum de Novo Hamburgo.
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Adriana se tornou ré em 24 de novembro do mesmo ano e, em setembro de 2009, a 1ª Vara Criminal de Novo Hamburgo decidiu que ela fosse a júri. A decisão foi derrubada em abril de 2013, quando a acusada foi absolvida por dois votos a um na 2ª Câmara Criminal do TJ. O MP apelou ao STJ, que em junho de 2017 invalidou a decisão do TJ e restabeleceu o júri.
Em razão de novos recursos da defesa, o júri só foi acontecer em 30 de outubro de 2023. Após 26 horas de sessão, Adriana recebeu 15 anos e nove meses por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima). Saiu do fórum direto ao presídio, onde ficou até 25 de novembro de 2024, quando novamente foi beneficiada por decisão do TJ.
*Com informações de Silvio Milani