Oito anos após o caso das duas crianças encontradas esquartejadas em Novo Hamburgo, que foi encerrado sem a identificação dos assassinos e sequer das vítimas, o governo do Estado decidiu cassar a aposentadoria do delegado Moacir Fermino Bernardo. Em 2020, ele foi condenado a seis anos, dois meses e 17 dias de reclusão, em regime semiaberto, mais pagamento de multa, por fraude.

Foto: Arquivo
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Conforme os dados do portal de transparência do RS, ele recebia, em média R$ 30 mil mensais. Em novembro, dado mais recente que consta na folha de pagamento, ele recebeu R$ 51.914,90 de remuneração bruta. Agora, ele perderá o benefício.
Na decisão, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (22), o governo aprova o parecer da Procuradoria-Geral do Estado. Em 2023, o Conselho Superior de Polícia decidiu, por unanimidade, pela cassação da aposentadoria do delegado. Desde então, era aguardada a formalização pelo governo.
Além disso, na mesma decisão, o inspetor de polícia Marcelo Cassanta foi absolvido, por falta de provas.
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Relembre o caso
Os corpos foram localizados à beira de uma estrada no bairro Lomba Grande, em setembro de 2017, Em dezembro, Fermino assumiu o caso e, em poucos dias, chamou uma entrevista coletiva para anunciar que havia um ritual satânico por trás do crime. Cinco pessoas chegaram a ser presas por envolvimento no caso, o que não se confirmou.
No mês seguinte às “revelações”, as prisões foram revogadas. Fermino se aposentou no mesmo ano. A ação penal prosseguiu sem réus e foi arquivada em março do ano passado. O caso nunca foi esclarecido.
Fermino entrou na Polícia Civil no dia 13 de dezembro de 1976 e passou por várias delegacias do Estado, principalmente na região metropolitana.