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UM SENHOR ESTAGIÁRIO

Estagiário infiltrado no Judiciário que movimentou R$ 2 milhões agia a mando de facção, aponta investigação

Delegacia especializada da Polícia Civil cumpriu mandados na região do Vale do Sinos nesta quarta-feira; juntos, investigados movimentaram R$ 7 milhões

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Publicado em: 18/06/2025 às 12h:33 Última atualização: 18/06/2025 às 13h:28
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Um estagiário que trabalhou no Poder Judiciário do Rio Grande do Sul e teria utilizado suas credenciais para vazar informações sigilosas a criminosos do Vale do Sinos está no centro de uma investigação da Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro do Departamento Estadual Repressão aos Crimes a Administração Pública (Dercap). O estagiário já foi afastado e é suspeito de outros crimes.

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Operação O Infiltrado cumpriu mandados em cidades da Grande Porto Alegre nesta quarta | abc+



Operação O Infiltrado cumpriu mandados em cidades da Grande Porto Alegre nesta quarta

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Ele foi um dos alvos da operação O Infiltrado, desencadeada nesta quarta-feira (18) pela Polícia Civil gaúcha. cerca de 200 policiais cumpriram 47 mandados de busca e apreensão nas cidades de Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Rio Pardo, São Leopoldo e Viamão. Até o meio da manhã, uma pessoa havia sido presa e equipamentos apreendidos.

A investigação aponta para os crimes de lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e organização criminosa. O estagiário teria acessado informações sigilosas no sistema do Judiciário e cobrado por elas. Ele seria uma peça importante do esquema de lavagem de dinheiro da facção Os Manos.

Operação mira estagiário que vendia informações sigilosas a facção
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Crime no Fórum de Gravataí

Segundo o delegado Guilherme Calderipe, o acesso privilegiado que o estagiário tinha no Fórum de Gravataí permitia que líderes e operadores do tráfico de drogas, mesmo recolhidos ao sistema prisional, “adotassem estratégias de blindagem patrimonial, mobilidade e dissimulação de valores, dificultando a atuação dos órgãos de segurança pública na recuperação desses ativos originados de atividades ilícitas”.

“A investigação demonstrou, de forma robusta, o aproveitamento indevido de estruturas do Estado para fins escusos, evidenciando o envolvimento profundo de um ex-servidor com a criminalidade organizada e hoje buscamos maiores elementos de convicção do que até aqui já foi apurado”, afirmou Calderipe.

Estagiário vendia informações sigilosas

A Polícia Civil informa que o estagiário teria vendido informações internas de investigações em curso, permitido o acesso a dados protegidos por sigilo e atuado diretamente na blindagem e ocultação de valores obtidos pela organização criminosa com suas atividades como o tráfico de drogas e extorsões.

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Operação O Infiltrado cumpriu mandados em cidades da Grande Porto Alegre nesta quarta | abc+



Operação O Infiltrado cumpriu mandados em cidades da Grande Porto Alegre nesta quarta

Foto: Polícia Civil/Divulgação

“O ex-estagiário movimentou, entre 2022 e 2023, cerca de R$ 2 milhões, grande parte sendo em depósitos em espécie e com uso de contas bancárias de terceiros, inclusive de familiares. As análises bancárias e telemáticas revelaram um amplo sistema de lavagem de capitais, com utilização de duas empresas de fachada e laranjas ligadas aos traficantes”, complementou Calderipe.

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Segundo o delegado Cassiano Cabral, “a investigação identificou a movimentação suspeita de mais de R$ 7 milhões por parte dos investigados, valor este que se presume ser oriundo da atividade criminosa e que foi dissimulado por meio de empresas de fachada, contas de terceiros e depósitos fracionados em espécie”. Um dos principais coordenadores do esquema criminoso está preso em Charqueadas.

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