A Polícia Civil organizou uma operação, na manhã deste sábado (10), visando eliminar o risco de um atentado, que vinha sendo planejado por um menor, com apenas 15 anos, contra uma escola de Sapucaia do Sul.

Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO
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Foi por meio de uma investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas que a Polícia chegou até o adolescente, que a apuração apontou planejar ataque contra colegas e professores.
A investigação, explicou o delegado Maurício Barison, começou após a identificação da conduta fora do comum do menor, que fazia ameaças a colegas e professores de uma instituição de ensino público em Sapucaia.
O Núcleo de Prevenção à Violência Extrema do Ministério Público do Rio Grande do Sul acabou acionado devido à gravidade das denúncias e a Justiça rapidamente se manifestou pela necessidade da ação policial.
“Eram costumeiras as ameaças a colegas e professores”, explica Barison. “Ele externava discursos de incentivo à violência extrema. Inclusive, utilizava vestimentas como aquelas usadas por autores de massacres escolares, ostentando símbolos ligados ao nazismo.”
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O delegado aponta que, no decorrer da investigação, ficou evidente o perfil que unia isolamento e extrema raiva contra o mundo do menino. Além de socialmente deslocado na escola, ele vivia somente com o irmão de 19 anos em casa.
“Ele já não tinha nenhum contato com os pais e vivia somente com o irmão”, esclarece. “Inclusive, quando os policiais chegaram na casa, o irmão mais velho destruiu o notebook que era usado pelo suspeito, como forma de eliminar provas.”
Na casa, aponta Barison, foram encontrados e apreendidos diversos chips de celular, equipamentos eletrônicos, além de esboços detalhados das plantas de todos os andares da Escola Municipal Santos Dumont, onde o adolescente cursava o 8º ano.
“Evitamos um ataque”, observa. “Porque as páginas de caderno com suásticas, cálculos aleatórios e plantas dos andares tornam mais evidente a vontade do suspeito em atacar a escola.”
Após a interdição do menor garantida pela Justiça, a apuração prossegue, informa o delegado, de modo a descobrir se havia mais algum jovem envolvido no suposto plano de atacar a escola municipal.
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Advertência
Diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional, o delegado Cristiano Reschke destaca a importância deste tipo de ação para garantir a paz no ambiente escolar.
“A operação conseguiu agir de forma antecipada e evitar qualquer atentado à integridade dos alunos e professores”, disse.
Reschke ainda reforçou que a Polícia Civil permanece atenta a qualquer situação que possa indicar risco de violência nas escolas.
“Pedimos somente a colaboração da comunidade para que denuncie qualquer comportamento que possa ser considerado suspeito”, avisa.
As denúncias podem ser passadas para a Polícia Civil por linha direta para o (51) 3425-9056. Quem preferir, pode entrar em contato pelo WhatsApp (51) 98459-0259.