Gilvânio José Abreu da Silva, o Pantio, 36 anos, líder comunitário no bairro Santo Afonso e ex-subsecretário de Obras da Prefeitura de Novo Hamburgo, foi denunciado pelo Ministério Público (MPRS) em razão da investigação policial que o relacionou ao crime organizado. Pantio chegou a ser preso preventivamente em operação desencadeada no mês de março.

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A Promotoria de Justiça Criminal de São Leopoldo denunciou Pantio por comércio ilegal de arma de fogo e munição, cuja pena inicial é de 6 anos de prisão, mas que pode chegar a 12 anos de reclusão. Além dele, outras 15 pessoas relacionadas à mesma investigação foram denunciadas por crimes ligados ao tráfico de drogas e à posse de armas, conforme o MPRS.
A denúncia foi oferecida no dia 8 de abril, dois dias antes de o ex-cargo de confiança (CC) da Prefeitura de Novo Hamburgo ser solto, por força de um habeas corpus apresentado pela defesa, para responder ao processo em liberdade. Agora, o caso avança na Justiça. A 4ª Vara Criminal da Comarca de São Leopoldo aceitou a denúncia na semana passada. Com isso, tecnicamente, Pantio passa a figurar como réu no processo.
Polícia teria interceptado conversas de Pantio
Pantio foi preso preventivamente no dia 14 de março, durante a operação Liberdade, realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo contra lideranças de duas facções criminosas com atuação no Vale do Sinos.

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A operação teve como alvo 13 lideranças das facções. A investigação durou mais de um ano, período em que foram apreendidas grandes cargas de drogas e outros materiais que subsidiaram os pedidos de prisões preventivas. A investigação teria, inclusive, interceptado conversas de Pantio negociando a venda de armas com lideranças do crime organizado.
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 38 mandados de busca e apreensão, em Novo Hamburgo, São Leopoldo, Portão, Sapucaia do Sul, Porto Alegre e Viamão, além de seis presídios gaúchos, incluindo a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC).
Após ficar quase 30 dias preso, o Tribunal de Justiça (TJRS) aceitou o habeas corpus apresentado pela defesa e Pantio foi solto, no último dia 10, para responder o processo em liberdade. Na ocasião, a prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares, como o comparecimento a todos os atos processuais para os quais for intimado, a proibição de se ausentar da Comarca sem autorização judicial, a obrigação de manter atualizado seu endereço residencial e a proibição de manter qualquer tipo de contato com os demais denunciados.
A defesa de Pantio foi procurada nesta terça-feira (22) para se manifestar sobre a apresentação da denúncia, mas até o momento não retornou o contato.
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