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VIROU RÉU

Ex-CC da Prefeitura de Novo Hamburgo é denunciado por comércio ilegal de arma de fogo e munições

Ex-subsecretário de Obras de Novo Hamburgo foi preso em março em operação contra o crime organizado no Vale do Sinos

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 22/04/2025 às 14h:19 Última atualização: 22/04/2025 às 14h:20
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Gilvânio José Abreu da Silva, o Pantio, 36 anos, líder comunitário no bairro Santo Afonso e ex-subsecretário de Obras da Prefeitura de Novo Hamburgo, foi denunciado pelo Ministério Público (MPRS) em razão da investigação policial que o relacionou ao crime organizado. Pantio chegou a ser preso preventivamente em operação desencadeada no mês de março.

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Pantio | abc+



Pantio

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial

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A Promotoria de Justiça Criminal de São Leopoldo denunciou Pantio por comércio ilegal de arma de fogo e munição, cuja pena inicial é de 6 anos de prisão, mas que pode chegar a 12 anos de reclusão. Além dele, outras 15 pessoas relacionadas à mesma investigação foram denunciadas por crimes ligados ao tráfico de drogas e à posse de armas, conforme o MPRS.

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A denúncia foi oferecida no dia 8 de abril, dois dias antes de o ex-cargo de confiança (CC) da Prefeitura de Novo Hamburgo ser solto, por força de um habeas corpus apresentado pela defesa, para responder ao processo em liberdade. Agora, o caso avança na Justiça. A 4ª Vara Criminal da Comarca de São Leopoldo aceitou a denúncia na semana passada. Com isso, tecnicamente, Pantio passa a figurar como réu no processo.

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Ex-CC da Prefeitura é denunciado após investigação da Polícia o relacionar com o crime organizado

Polícia teria interceptado conversas de Pantio

Pantio foi preso preventivamente no dia 14 de março, durante a operação Liberdade, realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo contra lideranças de duas facções criminosas com atuação no Vale do Sinos.

Operação policial mira chefe de facções que atuam no Vale do Sinos | abc+



Operação policial mira chefe de facções que atuam no Vale do Sinos

Foto: Isaáis Rheinheimer/GES-Especial

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A operação teve como alvo 13 lideranças das facções. A investigação durou mais de um ano, período em que foram apreendidas grandes cargas de drogas e outros materiais que subsidiaram os pedidos de prisões preventivas. A investigação teria, inclusive, interceptado conversas de Pantio negociando a venda de armas com lideranças do crime organizado.

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Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 38 mandados de busca e apreensão, em Novo Hamburgo, São Leopoldo, Portão, Sapucaia do Sul, Porto Alegre e Viamão, além de seis presídios gaúchos, incluindo a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC).

Após ficar quase 30 dias preso, o Tribunal de Justiça (TJRS) aceitou o habeas corpus apresentado pela defesa e Pantio foi solto, no último dia 10, para responder o processo em liberdade. Na ocasião, a prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares, como o comparecimento a todos os atos processuais para os quais for intimado, a proibição de se ausentar da Comarca sem autorização judicial, a obrigação de manter atualizado seu endereço residencial e a proibição de manter qualquer tipo de contato com os demais denunciados.

A defesa de Pantio foi procurada nesta terça-feira (22) para se manifestar sobre a apresentação da denúncia, mas até o momento não retornou o contato.

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