O caso do empresário de Novo Hamburgo de 49 anos que passou a ser extorquido após empregar temporariamente uma jovem na última Expointer, em Esteio, foi encerrado nesta quarta-feira (24) com a captura da acusada. A manicure de 22 anos estava escondida na casa de um irmão, em Sapucaia do Sul, desde a prisão do marido dela, de 34 anos, no último dia 15.
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Foto: Polícia Civil
“Esse casal planejou tudo e deixou o empresário muito abalado, pois as graves ameaças se estenderam à família dele. A mulher, ao trabalhar para a vítima, conquistou a confiança para obter informações usadas na extorsão”, declara o titular da 1ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, Tarcísio Kaltbach.
Salientando conhecer a esposa e a filha de 11 anos da vítima, o casal exigia R$ 45 mil para o empresário não sofrer um “acerto de contas” por suposto desentendimento na Expointer. As intimidações eram feitas por ligações e mensagens de celular.
A prisão preventiva da manicure foi decretada nesta segunda. O delegado conta que a equipe de investigação foi à casa dela, no bairro Liberdade, em Esteio. “A procurada não estava, mas chegou a atender o telefone quando um familiar ligou. Ao saber que era da Polícia, desligou e começou a evitar os parentes.”
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Defensor ligou para evitar exposição da cliente
Os policiais descobriram que ela estava escondida na casa de um irmão, em condomínio na Avenida João Pereira de Vargas, no bairro Camboim, em Sapucaia. No início da manhã de hoje, os agentes foram ao local. A foragida recusava a se entregar. Não respondia aos chamados dos agentes.
Quando cogitavam arrombar um portão, os investigadores receberam uma ligação do advogado da manicure, que negociou a rendição. “Concordamos que o defensor a levasse imediatamente à delegacia, para não termos que destruir a porta do condomínio, trazendo danos e risco a terceiros.”
Às 8h15, a mulher chegou com o defensor. Ela evitou falar. Deve prestar declarações somente no transcorrer do processo no foro. O casal foi indiciado por extorsão majorada pelo concurso de agentes.
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“Se não pagar, o pior vai acontecer”
O trabalho exercido pela acusada na Expointer, de 30 de agosto a 7 de setembro, não foi de manicure. No dia 13, o empregador passou a sofrer ameaças. A pedida inicial foi de R$ 40 mil. A ex-funcionária logo exigiu mais R$ 5 mil.
O recado era amedrontador: “Se não pagar, o pior vai acontecer”. Com a recusa inicial da vítima, o marido enviou áudios pelo WhatsApp em que frisava saber onde encontrar a esposa e a filha do empresário.
Assustada, a vítima procurou a 1ª DP no fim da manhã do dia 15 e combinou a entrega do malote no início da tarde no local escolhido pelos acusados – um posto de combustíveis perto da casa deles.
“Passamos a monitorar a movimentação para garantir a segurança da vítima. O investigado apareceu em seu Fiat Bravo branco, previamente identificado pela nossa equipe. Enquanto os dois caminhavam até o carro da vítima, onde o dinheiro estaria, a abordagem policial foi realizada.” O homem, que saiu algemado do local, segue preso.

Foto: Reprodução