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Polícia

Ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas é indiciada por eutanásias de centenas de cães e gatos

Além dela, outros três acabaram indiciados no inquérito da Polícia Civil que apurou a matança de animais

Publicado em: 26/06/2026 às 15h:08 Última atualização: 26/06/2026 às 15h:26
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A Polícia Civil confirmou, nesta sexta-feira (26), que concluiu o inquérito que apurava o esquema envolvendo a matança de animais, coordenado por Paula Lopes, conhecida como protetora e ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas.

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A investigação conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas revelou um plano envolvendo maus-tratos a animais, estelionato por meio de campanhas de arrecadação nas redes sociais e outros crimes.

Ex-secretária do Bem-Estar Animal, Paula Lopes está no centro da investigação da Polícia Civil  | abc+



Ex-secretária do Bem-Estar Animal, Paula Lopes está no centro da investigação da Polícia Civil

Foto: PAULO PIRES/GES

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Inicialmente lançada em setembro do ano passado, a batizada Operação Carrasco tinha como alvo a secretária do Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, apontada como responsável por centenas de eutanásias irregulares.

A ex-secretária acabou presa preventivamente no último dia 15, durante a segunda fase da Operação Carrasco, que se concentrou no esquema montado pela protetora dos animais para lucrar.

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Conforme a Polícia Civil, Paula, que permanece presa na Penitenciária Feminina de Guaíba, foi indiciada pelos crimes de maus-tratos, estelionato, associação criminosa e violação de sigilo funcional.

Foram indiciados ainda o marido dela por associação criminosa, uma veterinária e uma policial civil, que atuava no Cartório dos Animais da capital como responsável por garantir os laudos usados por Paula.

A policial não foi afastada do cargo, apesar da conclusão das investigações. Isso porque depende da Corregedoria da Polícia Civil.

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Esquema

Ao lado de cães e gatos debilitados, precisando de cirurgias e tratamentos, a protetora dos animais, Paula Lopes, fazia pedidos de Pix pelas redes sociais. Na legenda, o CNPJ do instituto que leva o seu nome era a chave para as doações.

O dinheiro, no entanto, era repassado para contas pessoais em vez de ser usado nos cuidados com os animais. E o destino deles era a eutanásia em clínicas veterinárias particulares em Porto Alegre, mesmo em situações em que havia alternativa no tratamento.

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A ação era feita por médicos veterinários a mando da ex-secretária, segundo a operação. O número de cães e gatos mortos ainda não foi contabilizado. Os registros de microchip serão utilizados na investigação para dimensionar o tamanho do crime cometido contra os animais.

“Enquanto gestora, o interesse era eficiência; enquanto protetora, o interesse era financeiro”, afirmou a delegada Luciane Bertoletti. “A prática de eutanásia é um modus operandi dela.”

Cerca de R$ 700 mil foram arrecadados por Paula após sua nomeação como secretária do Bem-Estar Animal de Canoas, logo no início de 2025, concluiu a Polícia Civil.

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Sem posicionamento

Advogado de Paula Lopes, Gilson Araújo, informou que não teve acesso à investigação e, por isso, não irá se manifestar, por enquanto.

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