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EM ESTÂNCIA VELHA

Exame de DNA em airbag comprova quem dirigia carro que matou motociclista na BR-116

Médico e esposa enfermeira foram indiciados nesta quarta-feira; Karine Louise Friedrich morreu na madrugada de 18 de abril

Publicado em: 13/08/2025 às 18h:21 Última atualização: 13/08/2025 às 21h:07
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O médico Dênis Pereira da Cruz, 49 anos, foi indiciado nesta quarta-feira (13) pela morte da motociclista Karine Louise Friedrich, 43, na madrugada de 18 de abril, na BR-116, em Estância Velha.

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Acidente matou mulher na BR-116, em Estância Velha, na madrugada do dia 18 de abril | abc+



Acidente matou mulher na BR-116, em Estância Velha, na madrugada do dia 18 de abril

Foto: Divulgação

O crime imputado é homicídio doloso com dolo eventual, que é quando assume o risco de matar, e pode ir a júri popular. Também responderá por omissão de socorro, dirigir sob influência de álcool ou substância entorpecente e ainda com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa.

Cruz e a companheira, a enfermeira Liliane de Souza Lima, 43, foram indiciados também pelo delito de fraude processual no trânsito. Ela afirmou que era ela quem conduzia o Mercedes-Benz GLA/250 que atingiu a vítima, tese sustentada pelo médico, que declarou estar na carona. Como no automóvel foram apreendidos três cartuchos de espingarda calibre 12, outro indiciamento para Cruz foi porte ilegal de munição.

Perícia foi a prova decisiva

Segundo o delegado de Estância Velha, Rafael Sauthier, a perícia foi a prova decisiva para apontar quem realmente dirigia o automóvel.

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“O exame de DNA comprovou que, no airbag do motorista, havia o perfil genético de um indivíduo do sexo masculino idêntico ao perfil genético obtido em diversos objetos apreendidos na casa do médico, já que este se recusou a fornecer amostras biológicas para o confronto”, explica Sauthier.

Ele observa que Liliane também se negou a colaborar com o DNA.

Delegado aponta indícios anteriores ao DNA

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Além disso, conforme o delegado, vários indícios já apontavam para o médico. “Logo após o acidente, a enfermeira se queixava de muita dor no ombro direito e no quadril no lado esquerdo, o que é compatível com lesão de cinto de segurança na posição de carona. O médico, por sua vez, tinha lesão no antebraço esquerdo, relacionada ao atrito com a porta do motorista.”

Acidente matou Kaká na BR-116, em Estância Velha, na madrugada de 18 de abril | abc+



Acidente matou Kaká na BR-116, em Estância Velha, na madrugada de 18 de abril

Foto: Divulgação

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Ainda conforme Sauthier, logo que o casal desceu do carro, uma testemunha que chegou para ajudar ouvia a enfermeira insistir: “Fui eu”.

Para o delegado, era o início da dissimulação. “A testemunha nem havia pensado quem era o motorista. Só queria mesmo ajudar e saber se todos estavam bem.”

Na primeira pergunta dos policiais rodoviários, Cruz tentou consertar: “Na verdade, quem estava dirigindo era minha mulher”. Diante da dúvida, o médico acabou não sendo preso em flagrante na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de São Leopoldo. O acusado recusou o teste do bafômetro. 

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CNH suspensa por outros delitos de trânsito

O médico estava com a CNH suspensa porque, em agosto de 2024, bateu em dois carros estacionados e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Em 2019, fugiu após colisão que deixou uma pessoa ferida em São Leopoldo e acabou sendo identificado por câmeras de segurança.

Hamburguense foi atingida na volta do trabalho
Karine, que era bartender e morava no bairro Pátria Nova, em Novo Hamburgo, estava voltando para casa após trabalho em um evento na região. Por volta de 1h30, na curva após o acesso a Ivoti, a Mercedes invadiu a pista contrária e atingiu a Yamaha Fazer conduzida por Karine. Ela morreu no local. A moto ficou destruída.

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“Puxei o carro para a direita e não vi mais nada”
No mesmo dia da colisão, a enfermeira relatou à reportagem do Grupo Sinos que retornava com o marido de São Leopoldo em direção à residência dela, em Lindolfo Collor. “Na curva fechada, vi um clarão e a moto estava em cima de mim. Na hora, puxei o carro para a direita e não vi mais nada.”

 

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