A Polícia Civil ainda trabalha na investigação do acidente que resultou na morte da motociclista Karine Louise Friedrich, de 43 anos, ocorrido na madrugada do dia 18 de abril na BR-116, em Estância Velha, próximo ao limite com Ivoti. Passado mais de um mês da colisão frontal entre a Mercedes-Benz GLA 250 e a moto conduzida por Karine, a apuração ainda depende de exames periciais para ser concluída.

Foto: Divulgação
O ponto mais sensível da investigação está em determinar quem conduzia o carro de luxo no momento da batida. A versão da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atendeu a ocorrência, aponta o médico de 48 anos como motorista do veículo.
Entretanto, embora esteja com a CNH suspensa por já ter se envolvido em outro acidente grave, em agosto do ano passado, quando colidiu em dois veículos estacionados e foi autuado por embriaguez ao volante, ele não foi autuado em flagrante pela Polícia Civil, pois a namorada dele, uma enfermeira de 44 anos, afirma que era ela quem dirigia o carro no momento do acidente.
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Para tentar esclarecer esse ponto, a Delegacia de Polícia de Estância Velha solicitou uma série de perícias ao Instituto-Geral de Perícias (IGP), entre elas um exame de DNA e a coleta de impressões digitais no volante. O objetivo é verificar quem foi projetado contra o para-brisa do lado do motorista, já que o impacto causou uma saliência no vidro — possivelmente provocada pela cabeça de quem estava conduzindo o carro.

Foto: Arquivo pessoal
“O DNA é para tentar identificar vestígios de qual dos dois suspeitos bateu a cabeça no para-brisa do veículo. Já a perícia no volante é para tentar encontrar digitais que possam indicar quem estava ao volante no momento do acidente”, explicou o delegado Rafael Sauthier, quando encaminhou o pedido de perícias complementares ao IGP.
Até esta segunda-feira (26), no entanto, esses laudos ainda não haviam sido entregues à Polícia Civil, o que impede o avanço da investigação. Além disso, tanto o médico quanto a enfermeira ainda não foram ouvidos formalmente no inquérito. Segundo Sauthier, o depoimento do casal será colhido após a chegada das perícias, para que a investigação seja conduzida com base em elementos técnicos já apurados. “[O caso] terá um desfecho na hora certa”, afirma.
O caso continua sendo acompanhado de perto por familiares da vítima, especialmente devido ao histórico do médico, que se recusou a realizar o teste do bafômetro na noite da colisão fatal.
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