abc+

VALE DO SINOS

Exumação do corpo de adolescente que morreu dias após o parto é autorizada pela Justiça

Kauany Ventura de Vargas, de 16 anos, passou por uma cesárea no dia 2 de maio e morreu 15 dias depois

Exumação do corpo de adolescente que morreu dias após o parto é autorizada pela Justiça
Publicado em: 30/05/2025 às 18h:44
Publicidade

O Tribunal de Justiça (TJRS) autorizou nesta sexta-feira (30) a exumação do corpo de Kauany Ventura de Vargas, de 16 anos. A jovem morreu no último dia 17, cerca de duas semanas depois do parto realizado no Hospital Sapiranga

Publicidade

CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP

Kauany, 16 anos | abc+



Kauany, 16 anos

Foto: Arquivo pessoal

No começo desta semana, a advogada da família, Diânifer Soares, informou à reportagem que havia solicitado o desenterramento do corpo da adolescente diretamente com o Poder Judiciário. “[O procedimento] Vai ajudar no sentido de constatar se houve a realização da laqueadura e o que de fato causou essa grave infecção nela”, afirma a defesa.

A ação aconteceu após a família receber um laudo da casa de saúde onde informava que Kauany teria sido submetida a uma laqueadura, a qual não havia sido informada ou autorizada. A instituição, contudo, nega a realização do procedimento e afirma que houve uma “digitação equivocada” no documento.

LEIA MAIS: Hospital atualiza estado de saúde de irmãos feridos após colidirem bicicleta contra poste

Publicidade

O pedido de exumação foi deferido pelo juiz Leonardo Michelin Pinto, da 3ª Vara Cível da Comarca de Sapiranga. 

Segundo a defesa da família, o TJ ainda deve comunicar a autorização ao Instituto-Geral de Perícias (IGP), que realizará a exumação e encaminhará o corpo ao Departamento Médico Legal (DML). Ainda não há data prevista para o procedimento.

O caso

A adolescente morreu na noite do dia 17 de maio, 15 dias após passar por um parto no Hospital Sapiranga, feito pelo obstetra Miguel Xavier. A certidão de óbito de Kauany aponta como causas da morte choque séptico, insuficiência respiratória aguda, septicemia abdominal e infecção uterina.

Publicidade

A família da jovem acredita que houve negligência médica. O caso é investigado pelo titular da Delegacia de Sapiranga, Clóvis Nei, que salienta que o inquérito está na fase inicial.

CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER

Publicidade

Em função da repercussão do caso, o Conselho de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) abriu uma sindicância na última semana para apurar o atendimento que levou à morte de Kauany. O prazo para a conclusão é de 180 dias, podendo, posteriormente, ser prorrogado por igual período.

A bebê nasceu saudável e está sob os cuidados das avós materna e paterna, e do pai, de 19 anos, com quem Kauany mantinha um relacionamento há quatro anos.

O espaço está aberto para posicionamento da defesa do médico.

Publicidade
Publicidade

Matérias Relacionadas