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INQUÉRITO CONCLUÍDO

FAMÍLIA AGUIAR: Policial militar e mais 5 são indiciados por crimes em Cachoeirinha

Silvana Germann de Aguiar e os pais dela, Isail Aguiar e Dalmira Aguiar, foram assassinados em janeiro deste ano

Publicado em: 17/04/2026 às 16h:56 Última atualização: 17/04/2026 às 19h:12
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O policial militar Cristiano Domingues Francisco e outras cinco pessoas foram indiciadas pela morte de Silvana Germann de Aguiar e dos pais dela, Isail Aguiar e Dalmira Aguiar em Cachoeirinha. A família não é vista desde o fim de janeiro deste ano.

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Silvana, Isail e Delmara de Aguiar não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro | abc+



Silvana, Isail e Delmara de Aguiar não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro

Foto: Divulgação

Além do soldado da Brigada Militar, os indiciados são: a atual companheira, a mãe e o irmão dele, além do cunhado e um amigo, por colaborar com o principal suspeito e atrapalhar a investigação.

Segundo o delegado Anderson Spier, que colaborou com a apuração, não há indícios de que os outros cinco indiciados tenham participado das mortes em si. “Não há evidências da participação de nenhum deles nas mortes e ocultação de cadáveres, mas sabemos que colaboraram com o Cristiano, escondendo provas, mentindo e dificultando o trabalho da polícia”, explica.

Detalhes sobre o inquérito foram divulgados nesta sexta-feira (17), na Central de Gravataí. Cristiano foi indiciado pelos crimes de feminicídio, duplo homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, abandono de incapaz, falsidade ideológica, furto qualificado, fraude processual, falso testemunho e associação criminosa.

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Polícia concluiu inquérito sobre morte da família Aguiar com indiciamento de seis pessoas | abc+



Polícia concluiu inquérito sobre morte da família Aguiar com indiciamento de seis pessoas

Foto: Leandro Domingos/GES-Especial

Uso de software

Conforme a apuração, por se tratar de um policial com conhecimento de investigação, o PM se valeu de um software sofisticado para simular a voz de Silvana e atrair os pais dela para uma armadilha.

“Ele escrevia o texto e depois passava para o programa”, explica o delegado Ernesto Prestes. “Foi assim que conseguiu atrair o pai dela com a história do acidente de carro que nunca aconteceu.”

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Corpos ainda não foram encontrados

A Polícia realizou, no decorrer dos últimos meses, diligências para encontrar os cadáveres das vítimas. Apesar da intensa procura e da principal suspeita apontar para uma área rural de Gravataí, ainda não há indícios de onde estão e em qual contexto foram deixados – se foram enterrados ou jogados em rios, por exemplo.

Ainda não se sabe também como a ex-companheira e os ex-sogros foram mortos. A principal hipótese aponta para asfixia mecânica, já que a perícia não comprovou luta física ou indícios de sangue.

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Onde está o Fox?

Além dos corpos, o Volkswagen Fox, que aparece em câmeras de monitoramento, não foi localizado. Segundo o delegado Cristiano Alvarez, é possível que foi um dos veículos usados para transportar e/ou ocultar os corpos. 

Filho segue com os avós paternos

O menino de 9 anos, filho de Cristiano e de Silvana, teria sido o principal motivo do desentendimento entre o ex-casal. Atualmente, a criança está sob a guarda dos pais o policial. “Estamos trabalhando, mas, por enquanto, a guarda permanece mesmo com os avós paternos, ou seja, os pais do Cristiano, autor do crime.”

No entanto, segundo informado na coletiva de imprensa, há um movimento jurídico para que o menino deixe a casa. O advogado Gilmar Souza Vargas, um dos responsáveis pela defesa da família de Silvana, explica que o indiciamento abre um novo capítulo pela guarda.

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O espaço está aberto para defesa dos indiciados.

Polícia Civil conclui inquérito do caso de desaparecimento de família em Cachoeirinha
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