A poucos dias do prazo de encerramento da prisão provisória, a Polícia Civil confirmou, nesta segunda-feira (6), ter pedido a prisão preventiva do PM Cristiano Domingues Francisco.
O policial militar de 39 anos é suspeito do feminicídio da ex-mulher Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e do posterior assassinato dos pais dela, Isail Aguiar, 69, e Dalmira Aguiar, 70, além da ocultação dos cadáveres.

Foto: REPRODUÇÃO
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O PM, oriundo da 3ª Companhia do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Canoas, Cristiano está preso desde o dia 10 de fevereiro no Batalhão de Polícia de Guarda da Brigada Militar, em Porto Alegre.
“A ideia é que ele não saia da cadeia, então havíamos renovado a prisão cautelar, mas diante das circunstâncias pedimos a prisão preventiva do suspeito”, confirmou o delegado Anderson Spier.
O delegado já havia informado que não resta dúvida sobre a autoria do crime. Isso porque a Polícia Civil rastreou o aparelho celular de Silvana, que estava com o PM nos dias 26 e 27 de janeiro, dois dias após o desaparecimento.
“Rastreamento do celular da vítima apontou que o aparelho estava circulando por Canoas, inclusive no quartel onde ele prestava serviço, nos dias 26 e 27”, apontou o Spier. “Agora não resta dúvida da autoria.”

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Suspeita
Além do soldado, também estão na mira da investigação conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, a mulher atual do PM, o irmão dele, além de um amigo. Todos responsáveis por acobertar Cristiano.
Segundo Spier, o inquérito esclarece que a atual companheira do PM, que atua na área de TI, teria apagado dados em dispositivos eletrônicos e na nuvem (armazenamento online) logo após o crime.
“Ela é suspeita”, afirma o delegado. “Sabíamos que ele recebeu auxílio e, conforme a investigação avança, se torna mais claro que mais pessoas sabiam do crime e o ajudaram a acobertar.”
Já o irmão do brigadiano teria deletado imagens de câmeras da casa onde moram a mãe dele e Cristiano. Quanto ao amigo do policial, colaborou mentindo a respeito de álibis que o suspeito das mortes não possui.
A atual mulher e o irmão do PM já estão implicados no crime de fraude processual, garante o delegado. Já o amigo dele deve responder por falso testemunho devido ao depoimento que não corresponde à verdade.
“Continuamos investigando se alguém mais participou dos crimes em si, mas, por enquanto, o que temos é que eles colaboraram, sim, para atrapalhar a investigação da Polícia Civil sobre o principal suspeito do caso”, explica.
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Entenda o caso
No dia 24 de janeiro, um sábado, Silvana Germann de Aguiar publicou no Instagram que ela havia sofrido um acidente de trânsito quando retornava de Gramado, mas que estava “bem”.
Um dia depois, os pais de Silvana, Isail e Dalmira Aguiar, saíram de casa para tentar encontrar a filha, mas acabaram igualmente desaparecidos, dando início ao mistério que perdura até hoje.
Ex-marido de Silvana, um soldado da Brigada Militar lotado em Canoas, prestou depoimento como testemunha. Explicou sobre a rotina que mantinha com a ex-mulher, já que compartilhavam a guarda de um filho de 9 anos.
Dias depois, no dia 10 de fevereiro, ele acabou preso temporariamente como suspeito do desaparecimento. Isso porque a Polícia Civil descobriu as brigas mantidas pelo soldado com a ex devido à guarda compartilhada da criança.
Sem retorno
A reportagem entrou em contato com o advogado responsável pela defesa do PM Cristiano Domingues Francisco, entretanto, não houve retorno até a publicação desta matéria.