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CASO AGUIAR

Entenda por que a polícia circula por Canoas para chegar à conclusão do caso da família morta em Cachoeirinha

Investigação envolvendo a morte de Silvana Germann de Aguiar e dos pais dela prossegue; policial suspeito continua preso

Publicado em: 11/03/2026 às 10h:56
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Agentes da Polícia Civil oriundos de Cachoeirinha começaram a semana circulando por Canoas. Isso porque eles buscam a conclusão da investigação envolvendo a morte de Silvana Germann de Aguiar.

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A vítima de 48 anos e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos, não são mais vistos desde o final de janeiro, quando desapareceram misteriosamente.

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 Silvana Germann de Aguiar e os pais dela, Dalmira e Isail, seguem desaparecidos  | abc+



Silvana Germann de Aguiar e os pais dela, Dalmira e Isail, seguem desaparecidos

Foto: REPRODUÇÃO

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Nesta etapa da apuração, os investigadores tentam refazer os passos do ex-marido de Silvana, o policial militar que é o principal suspeito das mortes, nos dias que antecederam o desaparecimento das vítimas.

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Assim, são procuradas em Canoas imagens de câmeras de segurança que mostrem por onde circulou o soldado que pertencia ao contingente do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Canoas.

Segundo o delegado Anderson Spier, nesta fase da apuração, é necessária a permanência do PM preso, razão pela qual houve o pedido de renovação para a prisão temporária do soldado. Ele segue recolhido no Batalhão de Polícia de Guarda, em Porto Alegre, desde o dia 10 de fevereiro, quando acabou preso pela 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha.

“Temos elementos que apontam a participação dele no desaparecimento e, por isso, a manutenção da prisão temporária é importante para dar prosseguimento à investigação do caso”, confirmou o delegado.

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A polícia trabalha com a hipótese de feminicídio seguido de duplo homicídio do casal de idosos. A partir de denúncias, buscas em três terrenos diferentes já foram organizadas na tentativa de encontrar os cadáveres, mas não houve resultado.

Buscas

A partir de denúncias, a Polícia Civil já organizou buscas em três terrenos diferentes na tentativa de encontrar os corpos das vítimas, mas ainda não obteve o resultado almejado.

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Conforme o delegado Anderson Spier, não está descartada a hipótese de que o inquérito seja concluído sem a localização dos cadáveres, algo previsto na atual legislação criminal.

“Foram feitas diligências e buscas em determinadas áreas, mas não há sinais dos corpos”, lamenta. “Desde o caso da Eliza Samudio, entretanto, existe o entendimento de que é possível o indiciamento sem a localização dos cadáveres, então não está descartada esta hipótese.”

Motivação

O brigadiano preso temporariamente pela Polícia Civil no último dia 10 acabou prestando depoimento duas vezes na sede da 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha.

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No primeiro depoimento prestado, como testemunha, ele tratou de explicar sobre a rotina que mantinha com a ex-mulher, já que compartilhavam a guarda de um filho com 9 anos.

Já no segundo depoimento, o soldado da Brigada Militar valeu-se do direito de permanecer em silêncio ao ser questionado sobre o crime.

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Conforme o delegado, dias antes do desaparecimento, houve uma denúncia no Conselho Tutelar feita por Silvana contra o PM, que ignoraria as restrições alimentares do próprio filho.

“Eles tinham um filho em comum e existia uma tensão visível na relação”, explica. “As divergências na criação do menino, relacionadas à alimentação, comportamento e forma de dormir, pareceram piorar nos últimos meses.”

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Entenda o caso

Foi no dia 24 de janeiro que Silvana Germann de Aguiar teria sido vista pela última vez, já que supostamente saiu de casa para encontrar um amigo em direção à cidade de Gramado.

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Os pais de Silvana, Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar, desapareceram no dia seguinte, 25 de janeiro, após saírem de casa para procurar a filha.

Uma publicação por meio de uma rede social de Silvana é considerada crucial para a investigação, segundo a Polícia Civil. Ainda no dia 24 de janeiro, foi publicado que ela havia sofrido um acidente de trânsito quando retornava de Gramado, mas que estava “bem”.

A polícia já tem a confirmação de que o aparelho celular de Silvana foi manuseado por outra pessoa após o desaparecimento. “Acreditamos que aquela postagem tenha sido uma ‘cortina de fumaça’ para que a polícia e a família não se preocupassem com ela e que a investigação não se aprofundasse no caso”, explica Spier.

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