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Caso Aguiar

"Divergências na criação do menino pareceram piorar nos últimos meses": O que se sabe sobre o desaparecimento da família Aguiar

Polícia Civil trabalha na elucidação do mistério que completa um mês nesta terça-feira (24); ex-marido da vítima, Policial Militar segue preso

Publicado em: 23/02/2026 às 15h:30
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A semana começa com a expectativa de que o conhecido “caso Aguiar” ganhe desdobramentos. Isso porque o desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar completa um mês nesta terça-feira (24).

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Foi no dia 24 de janeiro, um sábado, que a mulher de 48 anos teria sido vista pela última vez, já que supostamente saiu de casa para encontrar um amigo em direção à cidade de Gramado.

 Silvana Germann de Aguiar e os pais dela, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar, seguem desaparecidos  | abc+



Silvana Germann de Aguiar e os pais dela, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar, seguem desaparecidos

Foto: REPRODUÇÃO

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Os pais de Silvana, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos, desapareceram no dia seguinte, 25 de janeiro, após saírem de casa para procurar a filha.

O caso mobiliza a Polícia Civil, que trata o desaparecimento como um feminicídio seguido do homicídio dos pais de Silvana. Porém, é desconhecido o paradeiro dos cadáveres.

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O principal suspeito do crime é um policial militar oriundo do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Canoas. Ele continua preso temporariamente, segundo a Polícia Civil.

À frente da apuração, o delegado Anderson Spier aponta que a Polícia Civil aguarda a quebra de sigilo dos aparelhos celulares, além de perícias consideradas importantes à apuração.

Além da extração de dados, como mensagens e telefonemas do PM na época do crime, é preciso saber a quem pertencem as amostras de sangue encontradas na casa da vítima pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP).

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“O trabalho prossegue”, confirma o delegado. “Seguimos em busca de indícios que possam nos levar ao paradeiro das vítimas.”

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Silêncio

O brigadiano preso temporariamente pela Polícia Civil no último dia 10 acabou prestando depoimento duas vezes na sede da 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha.

No primeiro depoimento prestado, como testemunha, ele tratou de explicar sobre a rotina que mantinha com a ex-mulher, já que compartilhavam a guarda de um filho com 9 anos.

Já no segundo depoimento, preso e apontado como o principal suspeito do crime, o soldado da Brigada Militar valeu-se do direito de permanecer em silêncio ao ser questionado sobre o crime.

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Conforme o delegado, dias antes do desaparecimento, houve uma denúncia no Conselho Tutelar feita por Silvana contra o PM, que ignoraria as restrições alimentares do próprio filho.

“Eles tinham um filho em comum e existia uma tensão visível na relação”, esclarece. “As divergências na criação do menino, relacionadas à alimentação, comportamento e forma de dormir, pareceram piorar nos últimos meses”, acrescentou o delegado.

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Suspeita

Embora o PM seja considerado o único suspeito do crime, a Polícia Civil não descarta que outras pessoas possam ter colaborado no crime.

A esposa do soldado, até agora, é tratada como testemunha, mas teve o aparelho celular apreendido pela polícia para averiguações.

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Postagem

Uma publicação por meio de uma rede social de Silvana Germann de Aguiar é considerada crucial para a investigação, segundo a Polícia.

No dia 24 de janeiro, foi publicado que ela havia sofrido um acidente de trânsito quando retornava de Gramado, mas que estava “bem”.

“Acreditamos que aquela postagem tenha sido uma ‘cortina de fumaça’ para que a polícia e a família não se preocupassem com ela e que a investigação não se aprofundasse no caso”, explica Spier.

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