A cidade de Montenegro registrou nesta terça-feira (10) o 21º feminicídio ocorrido no Rio Grande do Sul em 2026.
A vítima, Gislaine Reguss, de 34 anos, foi morta a facadas pelo próprio companheiro dentro de uma residência, no bairro Imigração. Gislaine estava oficialmente desaparecida desde o dia 26 de fevereiro, segundo registros da Polícia Civil.
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Foto: Polícia Civil
O crime mobilizou a Brigada Militar após chamados de emergência relacionados à Lei Maria da Penha. Ao chegarem ao local acompanhados por uma equipe do Samu, os agentes constataram que a mulher já estava sem vida.
Segundo a investigação, uma testemunha relatou que o homem chegou ao local discutindo com a vítima por alguma divergência do relacionamento, a agredindo fisicamente e logo depois desferiu diversas facadas.
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O suspeito, um homem de 52 anos com antecedentes criminais por tráfico, roubo e homicídio, fugiu pelos fundos do imóvel logo após o ataque.
Durante o cerco policial e a tentativa de captura, ele foi baleado pelos soldados, detido e encaminhado sob custódia para atendimento hospitalar.
Após a prestação do socorro, o homem foi preso em flagrante.
Semiaberto
Conforme o delegado Marcos Pepe, que acompanha o caso, o agressor era detento do sistema prisional e possuía autorização para trabalhar externamente durante o dia. Ele cumpria pena no Instituto Penal de Novo Hamburgo e deveria retornar ao local até as 22h30. O crime aconteceu por volta das 19 horas.
O local do assassinato foi isolado para os trabalhos da perícia técnica, que deve fornecer novos detalhes para o inquérito policial.
Desaparecimento
Segundo a Polícia, Gislaine constava como desaparecida desde o dia 26 de fevereiro, quando o próprio suspeito teria registrado o sumiço dela na Delegacia de Pronto Atendimento de São Leopoldo. Na época, ele afirmou que não via a companheira desde 18 de fevereiro. No entanto, o casal teria se encontrado depois disso, porém a localização da mulher não foi informada.
Ainda conforme a Polícia, a vítima não possuía nenhum registro contra o agressor.
21 vítimas
O Rio Grande do Sul já soma 21 mulheres que foram ortas por causa do seu gênero ou em contexto de violência doméstica e familiar.
A vítima anterior a entrar nesta triste estatística é Silvana Germann de Aguiar, que está desaparecida desde 24 de janeiro, em Cachoeirinha. O crime, apesar de seguir em investigação, é tratado como feminicídio. O principal suspeito pelo sumiço de Silvana é o ex-companheiro dela.