Uma onda de violência contra a mulher se alastra pelo Rio Grande do Sul justamente no período em que o calendário lembra a luta por direitos e igualdade. Às vésperas do 8 de março, Dia Internacional da Mulher, os números revelam um cenário alarmante: em janeiro (12 casos) e em fevereiro (8), 20 mulheres foram mortas no Estado — 53% a mais que em 2025, quando foram registradas 13 mortes no mesmo período.

Foto: Arte Alan Machado/GES
São 20 registros de feminicídio entre 3 de janeiro e 23 de fevereiro e, mesmo sem novos crimes conhecidos até esta quinta-feira (5), o ritmo é de uma mulher assassinada a cada três dias por violência doméstica.
Somadas às 80 vítimas de feminicídio registradas em 2025, já são 100 mulheres mortas por companheiros ou ex-companheiros em pouco mais de um ano apenas no Rio Grande do Sul. Cem mulheres que perderam seu direito de viver.
As vítimas de 2026 tinham entre 15 e 59 anos — um recorte que evidencia que a violência atinge mulheres de todas as idades. Viviam em 19 cidades diferentes, da Região Metropolitana à Fronteira Oeste, da Serra ao Litoral. Apenas Porto Alegre aparece duas vezes na lista. Em comum, todas foram assassinadas por pessoas que eram, ou foram, pessoas de confiança. A maioria delas foi morta a facadas, dentro de casa ou em contextos de relação íntima.
Se o ritmo observado nos dois primeiros meses do ano se mantiver, 2026 pode terminar com quase o dobro dos 80 feminicídios contabilizados ao longo de todo o ano passado. A projeção matemática não é previsão, mas dimensiona a velocidade com que os casos se acumulam já no início do ano.
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“Cada caso representa uma mulher que decidiu romper o silêncio”
Na linha de frente da rede de proteção, delegacias especializadas recebem diariamente mulheres que decidiram denunciar seus agressores. Em São Leopoldo, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) registra ocorrências todos os dias, segundo a delegada Michele Arigony.
“O trabalho na Deam é muito sério e ao mesmo tempo sensível. Cada caso representa uma mulher que decidiu romper o silêncio e buscar proteção. Nosso papel é acolher, garantir seus direitos e agir com firmeza para interromper o ciclo da violência”, afirma.
De acordo com a delegada, muitas vítimas chegam à delegacia carregando medo, vergonha e anos de sofrimento acumulado. Ainda assim, o primeiro passo já representa uma mudança importante. “O simples fato de entrar na delegacia já representa uma grande coragem e esperança de mudar a trajetória da vida”, relata.
Durante o atendimento, as vítimas podem registrar ocorrência, solicitar medidas protetivas de urgência e receber encaminhamento para serviços da rede de apoio. “Em casos urgentes, representamos por prisão antes mesmo da investigação iniciar, justamente para salvar a vida da vítima”, afirma.

Foto: Arte Alan Machado/GES
Para a delegada, romper o silêncio continua sendo o passo mais importante. “Violência é crime e não pode ser naturalizada. Procurar ajuda é um ato de coragem e pode ser o primeiro passo para romper esse ciclo. As mulheres precisam saber que não estão sozinhas.”
“A violência contra a mulher é complexa, está ligada a uma cultura de desigualdade e de controle sobre a vida da mulher. A violência física na maioria dos casos é antecedida por violência psíquica, moral, não é um caso isolado. Por isso é importante romper o ciclo antes da violência se agravar. Não existe um perfil único de vítima, porque a violência pode atingir mulheres de qualquer idade, classe social ou nível de escolaridade, em qualquer bairro da cidade. Basta ser mulher.”
Exemplo no combate à violência contra mulheres em Canoas
A elevação da violência, mais do que nunca, reforça o trabalho de agentes de segurança como a soldado Suzamara Müller Lages, 29 anos. Ela integra a Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar de Canoas. “A cada visita, as mulheres veem em nós uma esperança de que consigam quebrar o ciclo da violência”, conta.
Natural de Joaçaba (SC), Suzamara cursava Direito quando iniciou um estágio na Polícia Civil e teve certeza do seu futuro: trabalhar na segurança pública. A decisão causou surpresa aos mais próximos e também apreensão, pois ela é a primeira policial da família. Há oito anos passou no concurso da BM, deixou a família em Santa Catarina e iniciou nova vida em Canoas. Faz um ano que atua diretamente na proteção e segurança das mulheres e, de lá para cá, já coleciona muitas histórias.
Dentre elas, uma marcou, logo no início da Patrulha Maria da Penha. O pedido de socorro veio de uma mulher sem condições financeiras, que tinha nove filhos e precisava de leite especial para o bebê, nascido prematuro. Seu medo vinha de um ex-companheiro, um agressor que estava descumprindo a medida protetiva e havia entrado com pedido para ter a guarda do bebê.
“Eu me sensibilizei e trouxe a situação para os outros colegas da Brigada”, conta. Com recursos próprios, os policiais garantiram o leite à criança por alguns meses e intermediaram uma vaga de emprego e assessoria jurídica para que a mãe garantisse lugar na creche para os filhos.
A policial pretende chegar ao posto de sargento, contudo, vê no trabalho atual a missão de salvar vidas e oferecer apoio a quem mais precisa. “Se eu continuar fazendo esse serviço de ajudar outras pessoas, eu já estou realizada”, finaliza Suzamara.
Números crescem em 2026 depois de um 2025 mais violento que 2024
Dados do Boletim Especial – Indicadores de Violência Contra as Mulheres, produzido pelo Observatório Unilasalle: Trabalho, Gestão e Políticas Públicas, ligado à Universidade La Salle, mostram que 2025 terminou com 52.711 ocorrências de violência contra mulheres no Rio Grande do Sul.
A maior parte dos registros envolve crimes considerados de menor potencial letal, mas que compõem o ciclo da violência doméstica:
- 31.558 ameaças (59,9%)
- 18.455 casos de lesão corporal (35%)
- 2.354 estupros (4,5%)
- 264 tentativas de feminicídio (0,5%)
- 80 feminicídios consumados (0,2%)
Embora o volume total de ocorrências tenha apresentado leve queda de 1% em relação a 2024, os dados revelam um movimento oposto nos crimes mais graves. Lesões corporais diminuíram 2%. Os registros de estupro caíram 7%. Ainda assim, os feminicídios consumados cresceram 10%, e as tentativas aumentaram 12%.
Em outras palavras, houve redução nos registros gerais, mas crescimento na violência letal contra mulheres.

Foto: Grupo Sinos
O boletim, elaborado a partir dos dados disponibilizados pelo Observatório de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul, também aponta concentração de casos no início e no fim do ano. Janeiro liderou com 5.103 ocorrências, seguido por dezembro, com 5.022. Juntos, representam cerca de 20% de todos os registros do ano. Já junho (3.534) e julho (3.795) tiveram os menores volumes.
O cenário de 2025, portanto, já indicava um alerta: mesmo com leve retração nos números totais, os assassinatos de mulheres avançaram. Em 2026, os 20 feminicídios registrados nos dois primeiros meses sugerem que a curva pode voltar a subir de forma ainda mais acelerada.
Violência doméstica é escalada que termina no feminicídio
Os números do Observatório UniLaSalle ajudam a dimensionar o caminho que muitas vezes antecede os assassinatos. Em 2025, foram mais de 31 mil registros de ameaças e 18 mil casos de lesão corporal contra mulheres no Rio Grande do Sul.
Especialistas costumam apontar que estes crimes fazem parte do chamado ciclo da violência doméstica, que pode evoluir gradualmente da intimidação e agressões físicas até o feminicídio.
Segundo a delegada Michele Arigony, a violência doméstica raramente surge de forma repentina. Na maioria dos casos, o agressor é alguém próximo e o histórico de agressões costuma se prolongar por anos. “A violência física, na maioria das vezes, é antecedida por violência psicológica e moral. Não é um caso isolado. É um ciclo que vai se agravando”, explica.
Na prática, os dados mostram que os assassinatos representam apenas a ponta mais visível de um problema muito maior. Antes de se tornarem estatísticas de feminicídio, muitas vítimas já passaram por episódios de ameaça, agressão física ou perseguição.
Tipos de violências
A delegada ressalta que a sociedade ainda associa a violência doméstica apenas à agressão física, contudo, a lei traz cinco tipos de violência contra a mulher: física; psicológica (ameaças, humilhações, manipulação e controle); moral (ofensas, calúnias e difamações); sexual; e a violência patrimonial, quando o agressor controla ou destrói bens, dinheiro ou documentos da vítima. “Muitas mulheres vivem essas violências por anos sem identificar que estão sendo vítimas de um crime, e por isso a informação e a conscientização são fundamentais.”
“Humilhações, xingamentos, isolamento da família e dos amigos, ameaças, desvalorização constante, agressões físicas, controle excessivo, ciúme doentio, perseguição, controle das redes sociais, etc, são sinais prévios. A maioria dos feminicídios aconteceram porque os homens não aceitaram o fim do relacionamento.
Mapa do MP fortalecer rede de proteção, mas também revela onde faltam estruturas de apoio
Em meio ao crescimento dos casos de feminicídio no início de 2026, o Ministério Público do Rio Grande do Sul lançou recentemente uma ferramenta para mapear e fortalecer a rede de atendimento às mulheres em situação de violência no Estado.
Chamado de Mapa da Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, o sistema reúne, em uma plataforma digital interativa, informações sobre serviços disponíveis para vítimas em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.
A ferramenta permite localizar delegacias especializadas, centros de referência, casas-abrigo, serviços de assistência social, órgãos de segurança pública e outras estruturas que integram a rede de proteção. Basta digitar o nome do município e consultar os serviços disponíveis.
Além de orientar mulheres que buscam ajuda, o mapa também abre espaço para outro tipo de análise: observar se os locais onde ocorreram feminicídios contam com estruturas suficientes de proteção às vítimas.
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Apesar da estrutura de atendimento, muitas mulheres ainda demoram a procurar ajuda. Entre os motivos mais comuns, conforme a delegada Michele Aricony, estão o medo, a dependência financeira ou emocional e a preocupação com os filhos. “É muito comum ouvirmos frases como ‘eu achei que ele ia mudar’ ou ‘eu aguentei pelos meus filhos’. Também escutamos ameaças que os agressores fazem, como dizer que a mulher vai perder a guarda das crianças ou que, se não for dele, não será de mais ninguém.”
Entre os 20 casos registrados no Estado em 2026, as mortes ocorreram em 19 municípios diferentes, espalhados por diversas regiões do Rio Grande do Sul. O dado indica que o problema não está concentrado em uma única área, mas distribuído pelo território gaúcho.
Justiça vê aumento “vertiginoso” e alerta para mudança cultural
O aumento dos casos de violência contra mulheres também é percebido dentro do sistema de Justiça. Em Novo Hamburgo, a juíza Andrea Hoch Cenne, titular do Juizado de Violência Doméstica contra a Mulher, afirma que o crescimento das ocorrências passou a chamar atenção especialmente a partir da metade de 2025.
Segundo ela, o fenômeno não é exclusivo do Rio Grande do Sul e tem sido observado em diferentes regiões do país. Para a magistrada, parte da explicação está no maior número de denúncias, resultado do avanço das políticas de informação e proteção às mulheres. Ainda assim, a avaliação é de que a violência também aumentou na prática.
Um dos reflexos desse cenário aparece no sistema prisional. De acordo com a juíza, o número de homens presos por crimes de violência doméstica tem crescido de forma expressiva. “Hoje nós nunca tivemos tantos presos por violência doméstica como temos agora. Em Novo Hamburgo, por exemplo, temos mais presos por esse tipo de crime do que na terceira vara criminal, que lida com crimes comuns”, explica.
Mesmo com o aumento das prisões e das condenações, a magistrada destaca que a repressão, sozinha, não tem sido suficiente para reduzir os casos. “Apesar das prisões e do aumento das penas para feminicídio, isso não se reflete automaticamente na diminuição da violência. É um problema que exige uma mudança cultural”, afirma.
Medida protetiva e rede de apoio
Entre os instrumentos considerados mais importantes para interromper o ciclo da violência estão as medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha. Segundo Andrea Cenne, elas funcionam como porta de entrada para a rede de proteção às vítimas. “Em mais de 80% dos feminicídios, as mulheres não tinham denunciado antes. Muitas vezes elas demoram anos para conseguir fazer a primeira denúncia, por medo, dependência emocional ou pressão familiar”, diz.
A juíza ressalta que romper um relacionamento abusivo é um processo complexo e que pode levar anos. “A mulher carrega culpa, sofre violência psicológica e econômica, tem medo de perder os filhos ou enfrenta pressão para manter a relação. Por isso o acolhimento e a escuta sem julgamento são fundamentais.”
Outro ponto destacado pela magistrada é que a violência doméstica não está restrita a um perfil específico de vítima. “Ela atinge todas as classes sociais. Temos mulheres com pós-graduação e também mulheres da periferia. Basta ser mulher”, afirma.
Para a juíza, enfrentar o problema exige também trabalhar a responsabilização e a mudança de comportamento dos agressores. “Não é apenas uma questão de punição. Muitos condenados não se reconhecem como agressores. Por isso é importante trabalhar também com esses homens e promover mudanças na forma como a masculinidade é construída.”
Em Novo Hamburgo, um dos exemplos dessa iniciativa é o Grupo Reflexivo de Gênero, realizado no Fórum em parceria com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), voltado a homens condenados por violência doméstica.
Assembleia prioriza projetos de proteção às mulheres
Diante do cenário de violência contra as mulheres no Estado, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul deve priorizar, na próxima semana, a votação de projetos voltados ao enfrentamento da violência de gênero. A decisão foi tomada em reunião de líderes realizada na terça-feira (3).
Ao todo, 15 propostas relacionadas à proteção das mulheres estão previstas na pauta da sessão de 10 de março, logo após o Dia Internacional da Mulher. As matérias tratam de diferentes frentes de prevenção, assistência e responsabilização em casos de violência.
Entre os projetos estão iniciativas que buscam criar políticas de proteção para órfãos de feminicídio, ampliar mecanismos de denúncia e socorro para mulheres em situação de violência doméstica e instituir programas de prevenção e conscientização.
Também estão em discussão propostas voltadas à criação de planos estaduais de enfrentamento ao feminicídio, à implementação de sistemas de monitoramento de casos de violência contra a mulher e à ampliação de políticas públicas de acolhimento e proteção.
Violência pode ser ainda maior do que mostram os registros oficiais
Os números da violência contra a mulher podem ser ainda maiores do que indicam os registros oficiais. Um levantamento nacional identificou 38,8% mais vítimas de feminicídio do que aquelas contabilizadas pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, base que reúne os dados enviados pelos estados.
O dado faz parte do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL), que analisou ocorrências registradas ao longo de 2025.
Segundo o estudo, o Brasil teve 6.904 vítimas de feminicídio no ano passado, considerando casos consumados e tentativas, um aumento de 34% em relação a 2024. Do total, foram 4.755 tentativas de feminicídio e 2.149 assassinatos, o equivalente a quase seis mulheres mortas por dia no país.
Em entrevista à Agência Brasil, a pesquisadora do Lesfem, Daiane Bertasso, integrante da equipe que elabora o relatório, explicou que a subnotificação dos casos de violência contra a mulher se reflete nessa diferença entre os dados. Tanto a ausência de denúncias quanto a falta de tipificação dos crimes no momento do registro contribuem para essa subnotificação.
“Mesmo os nossos dados sendo acima dos dados da segurança pública [Sinesp], a gente acredita que há ainda subnotificação. Porque nem todo o crime de feminicídio é noticiado, divulgado nas mídias. Pelas nossas experiências e pesquisas, a gente acredita que esse registro ainda é inferior à realidade, infelizmente”, disse Daiane.
Os dados, as histórias e os relatos de quem atua na rede de proteção revelam que o feminicídio raramente surge de forma repentina. Ele costuma ser o desfecho de uma sequência de ameaças e agressões acumuladas ao longo dos anos. Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, os números de 2026 reforçam um alerta que atravessa delegacias, tribunais e centros de atendimento: combater a violência contra mulheres exige não apenas leis e punições, mas também informação, acolhimento e mudança cultural.
Mulheres vítimas de feminicídio no RS em 2026 (nome e cidade do fato)
- Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, 3 de janeiro – 31 anos – Guaíba – esfaqueada pelo ex-companheiro (44) – preso.
- Letícia Foster Rodrigues, 13 de janeiro – 37 anos – Canguçu – esfaqueada pelo companheiro (36) – preso.
- Marinês Teresinha Schneider, 18 de janeiro – 54 anos – Santa Rosa – morta a tiro pelo ex-companheiro (57) – preso.
- Josiane Natel Alves, 18 de janeiro – 32 anos – Porto Alegre – esfaqueada pelo ex-companheiro (29) – preso.
- Paula Gabriela Torres Pereira, 19 de janeiro – 39 anos – Porto Alegre – esfaqueada pelo ex-companheiro (50) – preso.
- Mirella dos Santos da Silva, 20 de janeiro – 15 anos – Sapucaia do Sul – esfaqueada pelo ex-companheiro (25) – preso.
- Uliana Teresinha Fagundes, 20 de janeiro – 59 anos – Muitos Capões – morta a tiros pelo ex-companheiro (59) – foragido.
- Karizele de Oliveira Sena, 24 de janeiro – 30 anos – Novo Hamburgo – esfaqueada pelo companheiro (31) – preso.
- Leila Raquel Camargo Feltrin, 25 de janeiro, – 24 anos – Tramandaí – esfaqueada pelo companheiro (25) – preso.
- Paula Gomes Gonhi, 26 de janeiro – 44 anos – Santa Cruz do Sul – esfaqueada pelo companheiro (31) – preso.
- Marlei de Fátima Froelick, 29 de janeiro – 53 anos – Novo Barreiro – morta a tiros pelo ex-companheiro (57) – preso.
- Yanca Soares Diniz, 7 de fevereiro – 30 anos – São Francisco de Paula – esfaqueada pelo companheiro (idade não informada) – preso.
- Juliane Cristine Schuster, 9 de fevereiro – 30 anos – Santa Clara do Sul – morta a tiros por ex-namorado (58) – autor encontrado morto.
- Tereza de Jesus Trindade da Silva, 11 de fevereiro – 49 anos – Roque Gonzales – morta a tiros. O companheiro (52) chegou a ser preso, mas foi liberado. Um outro homem também é investigado.
- Cláudia Rosane Casseres da Cunha, 12 de fevereiro, – 53 anos – Maçambará – morta pelo companheiro (53 anos) com ferimentos na cabeça – preso.
- Cássia Girard do Nascimento, 14 de fevereiro – 26 anos – Cacequi – morta a tiros pelo ex-companheiro (29) – preso.
- Roseli Vanda Pires Albuquerque, 21 de fevereiro – 47 anos – Nova Prata – estrangulada pelo ex-marido (48) – autor encontrado morto.
- Glai Maria da Costa Conceição, 21 de fevereiro – 48 anos – Mostardas – espancada pelo companheiro (36) – preso.
- Miriane Lacerda Vieira, 23 de fevereiro – 23 anos – Ijuí – esfaqueada pela companheira (29) – presa.
- Silvana Germann de Aguiar, desaparecida desde 24 de janeiro – 48 anos – Cachoeirinha – ex-marido (idade não informada) está preso.
SILÊNCIO APRISIONA. INFORMAÇÃO LIBERTA. DENUNCIE! LIGUE 180.
- Polícia Civil – 197
- Disque-Denúncia – 181
- Brigada Militar – 190
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