Uma mulher de 53 anos foi encontrada morta na manhã desta quinta-feira (12) na casa onde morava com o companheiro, em Maçambará, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. O principal suspeito do crime é o homem, que foi localizado horas depois escondido em um hotel na cidade vizinha, São Borja.
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Foto: Reprodução
Segundo a Polícia Civil, o assassinato teria acontecido durante a madrugada, mas foi descoberto após colegas de trabalho da vítima, que era servidora pública na cidade, estranharem sua falta. Ao chegarem na residência dela, a encontraram já sem vida e com marcas de violência.
“Ela tinha machucados na cabeça e na boca. As informações iniciais indicam que houve asfixia”, afirma o delegado Rodrigo Bobrzvk, responsável pela investigação do caso.
A mulher foi identificada como Cláudia Rosane Casseres da Cunha. Ela deixa um filho, fruto de um relacionamento anterior.
Relacionamento conturbado
Os primeiros relatos colhidos pela Polícia indicam que o casal, que estava junto há cerca de sete anos, tinha conflitos frequentes. Uma familiar contou inclusive que a vítima cogitava registrar ocorrência policial contra o companheiro, mas não chegou a concretizar.
Após ser encontrado, o homem, também de 53 anos, foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). Ele já possuía registro policial de 2014 por violência doméstica.
O corpo foi encaminhado ao Instituto-Geral de Perícias (IGP) para necropsia, que deve apontar a causa da morte e possíveis detalhes sobre como o crime foi cometido.
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O caso é investigado como feminicídio.
“A Polícia Civil reforça a importância de que situações de violência doméstica sejam comunicadas às autoridades competentes, permitindo a adoção de medidas protetivas e demais providências legais cabíveis”, salienta a instituição em nota divulgada.

Foto: Grupo Sinos
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- Uma servidora pública de 53 anos foi encontrada morta dentro de casa, em Maçambará, com marcas de violência pelo corpo, na manhã do dia 12 de fevereiro. O companheiro dela, principal suspeito do crime, foi encontrado e preso horas depois, escondido em um hotel na cidade vizinha.
- Juliane Cristine Schuster foi encontrada morta no banheiro de uma casa de Santa Clara do Sul na segunda-feira (9). O corpo tinha ferimento provocado por arma de fogo. No imóvel, também foi localizado sem vida o ex-marido dela, Fabiano Luís Fleck, e o atual namorado foi socorrido, no mesmo loca, com graves ferimentos. A suspeita da Polícia Civil é que o autor dos crimes seja outro ex-companheiro da mulher, que fugiu do local;
- Yanca Soares Diniz, 30, foi morta a facadas pelo companheiro em São Francisco de Paula, no sábado (7). O homem seguia foragido;
- Marlei de Fátima Froelick, 53, foi assassinada a tiros pelo ex, 57, em Novo Barreiro, no dia 29 de janeiro. O agressor foi preso;
- Paula Gomes Gonhi, 44, foi atingida por facadas desferidas pelo companheiro, 31, em Santa Cruz do Sul no dia 26 de janeiro. Ele foi preso;
- Karizele de Oliveira Sena, 30, – Kaka, como era conhecida – foi morta a facadas dentro da própria casa em Novo Hamburgo na madrugada de 24 de janeiro. O agressor, Kelvyn Luan Tavares Nunes, 31, companheiro da vítima, fugiu do endereço, mas acabou se entregando à Polícia após mais de 20 horas foragido;
- Leila Raquel Camargo Feltrin, 24, foi morta a facadas pelo companheiro Wesley Samuel Schilling, 25, na manhã do dia 25 de janeiro, em Tramandaí. Ele foi preso;
- Uliana Teresinha Fagundes, 59, foi morta a tiros pelo ex-companheiro em Muitos Camões no dia 20 de janeiro. O suspeito fugiu após o crime;
- A adolescente Mirella dos Santos da Silva, 15, foi encontrada morta na casa do ex-companheiro, 25, em Sapucaia do Sul no dia 20 de janeiro, cerca de um dia após ser morta a facadas. Eduardo Albernaz da Silva confessou o crime e foi preso;
- Paula Gabriela Torres Pereira, foi morta a facadas enquanto esperava em uma parada de ônibus em Porto Alegre no dia 19 de janeiro. O suspeito preso é o ex-companheiro;
- Marinês Terezinha Schneider, 54, foi morta a tiros pelo ex-companheiro, de quem tinha medida protetiva, no dia 18 de janeiro, em Santa Rosa. Ele se apresentou na Deam e foi preso;
- No mesmo dia, Josiane Natel Alves, 32, foi morta a facadas pelo ex-companheiro em Porto Alegre. Ele foi preso em flagrante;
- Letícia Foster Rodrigues, 37, foi encontrada morta no dia 13 de janeiro com um ferimento profundo no pescoço, crime cometido em Canguçu. Suspeitas apontavam para o companheiro, que foi preso;
- O ano começou com a morte da bombeiro civil Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, 31, morta a facadas no dia 3 de janeiro em Guaíba. O suspeito é o ex-companheiro, de 44 anos, preso em flagrante.
Denuncie
Brigada Militar – 190
Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
A vítima pode registrar ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
Delegacia on-line
Permite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.
Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.
Ministério Público do Rio Grande do Sul
Atende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.
Defensoria Pública – 0800 644 5556
Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.
Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.
SILÊNCIO APRISIONA. INFORMAÇÃO LIBERTA. DENUNCIE! LIGUE 180.
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