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FEMINICÍDIO

Mulher é encontrada morta após faltar ao trabalho; companheiro é preso em hotel no RS

Rio Grande do Sul já registrou 14 casos de feminicídio somente neste ano

Mulher é encontrada morta após faltar ao trabalho; companheiro é preso em hotel no RS
Publicado em: 12/02/2026 às 17h:51 Última atualização: 12/02/2026 às 18h:02
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Uma mulher de 53 anos foi encontrada morta na manhã desta quinta-feira (12) na casa onde morava com o companheiro, em Maçambará, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. O principal suspeito do crime é o homem, que foi localizado horas depois escondido em um hotel na cidade vizinha, São Borja.

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Homem foi preso após ser encontrado em um hotel de São Borja no final da manhã desta quinta-feira (12) | abc+



Homem foi preso após ser encontrado em um hotel de São Borja no final da manhã desta quinta-feira (12)

Foto: Reprodução

Segundo a Polícia Civil, o assassinato teria acontecido durante a madrugada, mas foi descoberto após colegas de trabalho da vítima, que era servidora pública na cidade, estranharem sua falta. Ao chegarem na residência dela, a encontraram já sem vida e com marcas de violência.

“Ela tinha machucados na cabeça e na boca. As informações iniciais indicam que houve asfixia”, afirma o delegado Rodrigo Bobrzvk, responsável pela investigação do caso.

A mulher foi identificada como Cláudia Rosane Casseres da Cunha. Ela deixa um filho, fruto de um relacionamento anterior.

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Relacionamento conturbado

Os primeiros relatos colhidos pela Polícia indicam que o casal, que estava junto há cerca de sete anos, tinha conflitos frequentes. Uma familiar contou inclusive que a vítima cogitava registrar ocorrência policial contra o companheiro, mas não chegou a concretizar.

LEIA MAIS: “Silêncio aprisiona. Informação liberta”: Grupo Sinos lança campanha para incentivar mulheres a denunciarem casos de violência

Após ser encontrado, o homem, também de 53 anos, foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). Ele já possuía registro policial de 2014 por violência doméstica.

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O corpo foi encaminhado ao Instituto-Geral de Perícias (IGP) para necropsia, que deve apontar a causa da morte e possíveis detalhes sobre como o crime foi cometido.

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O caso é investigado como feminicídio.

“A Polícia Civil reforça a importância de que situações de violência doméstica sejam comunicadas às autoridades competentes, permitindo a adoção de medidas protetivas e demais providências legais cabíveis”, salienta a instituição em nota divulgada.

"Silêncio aprisiona. Informação liberta" é a nova campanha do Grupo Sinos | abc+



“Silêncio aprisiona. Informação liberta” é a nova campanha do Grupo Sinos

Foto: Grupo Sinos

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RS chega ao 14º feminicídio de 2026

  • Uma servidora pública de 53 anos foi encontrada morta dentro de casa, em Maçambará, com marcas de violência pelo corpo, na manhã do dia 12 de fevereiro. O companheiro dela, principal suspeito do crime, foi encontrado e preso horas depois, escondido em um hotel na cidade vizinha. 
  • Juliane Cristine Schuster foi encontrada morta no banheiro de uma casa de Santa Clara do Sul na segunda-feira (9). O corpo tinha ferimento provocado por arma de fogo. No imóvel, também foi localizado sem vida o ex-marido dela, Fabiano Luís Fleck, e o atual namorado foi socorrido, no mesmo loca, com graves ferimentos. A suspeita da Polícia Civil é que o autor dos crimes seja outro ex-companheiro da mulher, que fugiu do local;
  • Yanca Soares Diniz, 30, foi morta a facadas pelo companheiro em São Francisco de Paula, no sábado (7). O homem seguia foragido;
  • Marlei de Fátima Froelick, 53, foi assassinada a tiros pelo ex, 57, em Novo Barreiro, no dia 29 de janeiro. O agressor foi preso;
  • Paula Gomes Gonhi, 44, foi atingida por facadas desferidas pelo companheiro, 31, em Santa Cruz do Sul no dia 26 de janeiro. Ele foi preso;
  • Karizele de Oliveira Sena, 30, – Kaka, como era conhecida – foi morta a facadas dentro da própria casa em Novo Hamburgo na madrugada de 24 de janeiro. O agressor, Kelvyn Luan Tavares Nunes, 31, companheiro da vítima, fugiu do endereço, mas acabou se entregando à Polícia após mais de 20 horas foragido;
  • Leila Raquel Camargo Feltrin, 24, foi morta a facadas pelo companheiro Wesley Samuel Schilling, 25, na manhã do dia 25 de janeiro, em Tramandaí. Ele foi preso;
  • Uliana Teresinha Fagundes, 59, foi morta a tiros pelo ex-companheiro em Muitos Camões no dia 20 de janeiro. O suspeito fugiu após o crime;
  • A adolescente Mirella dos Santos da Silva, 15, foi encontrada morta na casa do ex-companheiro, 25, em Sapucaia do Sul no dia 20 de janeiro, cerca de um dia após ser morta a facadas. Eduardo Albernaz da Silva confessou o crime e foi preso;
  • Paula Gabriela Torres Pereira, foi morta a facadas enquanto esperava em uma parada de ônibus em Porto Alegre no dia 19 de janeiro. O suspeito preso é o ex-companheiro;
  • Marinês Terezinha Schneider, 54, foi morta a tiros pelo ex-companheiro, de quem tinha medida protetiva, no dia 18 de janeiro, em Santa Rosa. Ele se apresentou na Deam e foi preso;
  • No mesmo dia, Josiane Natel Alves, 32, foi morta a facadas pelo ex-companheiro em Porto Alegre. Ele foi preso em flagrante;
  • Letícia Foster Rodrigues, 37, foi encontrada morta no dia 13 de janeiro com um ferimento profundo no pescoço, crime cometido em Canguçu. Suspeitas apontavam para o companheiro, que foi preso;
  • O ano começou com a morte da bombeiro civil Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, 31, morta a facadas no dia 3 de janeiro em Guaíba. O suspeito é o ex-companheiro, de 44 anos, preso em flagrante.

Denuncie

Brigada Militar – 190
Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.

Polícia Civil
A vítima pode registrar ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

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Delegacia on-line
Permite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.

Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.

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Ministério Público do Rio Grande do Sul
Atende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.

Defensoria Pública – 0800 644 5556
Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.

Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.

SILÊNCIO APRISIONA. INFORMAÇÃO LIBERTA. DENUNCIE! LIGUE 180.

Este é um movimento de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher

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